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Mais um grupo de k-pop adere ao boicote contra o Grammy 2027; entenda o motivo

Após BTS, Stray Kids, um dos maiores grupos do gênero, também se recusa a participar da premiação

Por Ana Rita Fernandes 2 out 2026, 15h17 | Atualizado em 6 out 2026, 10h04
Mais um grupo de k-pop adere ao boicote contra o Grammy 2027; entenda o motivo Priorize VEJA no Google

O Grammy 2027 terá mais uma ausência entre os principais nomes do k-pop. O Stray Kids, um dos maiores grupos do gênero atualmente, decidiu não inscrever o EP This & That na 69ª edição da premiação, repetindo a decisão tomada pelo BTS em julho. A escolha foi confirmada pela JYP Entertainment, agência responsável pelo grupo.

O movimento é uma reação à criação da categoria Melhor Performance de Pop Asiático, que estreia no Grammy 2027 e reúne k-pop, j-pop e c-pop, o pop feito na Coreia do Sul, no Japão e na China, respectivamente. A novidade anunciada pela Academia de Gravação, responsável pela premiação, não agradou os artistas.

Ao anunciar o boicote, o BTS afirmou que esperava que a música não fosse dividida por região ou idioma. A crítica é que o pop asiático ficaria isolado em uma categoria própria, separado das produções do mesmo gênero feitas nos Estados Unidos. A questão é antiga no Grammy. Novas categorias podem ampliar o número de indicados de um gênero, mas também podem levar os votantes a deixar esses artistas de fora das categorias principais.

O Stray Kids, que fez sua estreia no Brasil no Rock in Rio deste ano, ainda não informou o motivo da decisão. O prazo de inscrição terminou em 21 de agosto, o que deixa o octeto fora da disputa. Mas o grupo segue ligado à Academia de Gravação. Os oito integrantes foram convidados a se tornar membros votantes e podem participar da escolha de indicados e vencedores em outras categorias.

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A ausência foi anunciada na mesma semana em que Harvey Mason Jr., CEO da Academia de Gravação, afirmou que a nova categoria será mantida. Em agosto, o executivo havia reconhecido que parte dos artistas não se sentia representada e disse que a instituição iria reavaliar a mudança após ouvir representantes da indústria. “De longe, o feedback mais expressivo que recebemos veio de pessoas que apoiavam entusiasticamente a categoria, outros criadores de música manifestando seu incentivo para que ela fosse mantida”, disse ele em comunicado divulgado na quinta-feira, 1º.

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