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Mais de 200 caem em golpe de ingresso para o Rock in Rio

Entradas, compradas pela internet, custavam até 500 reais e nunca foram entregues

Por Da Redação 17 set 2013, 10h46

Um site é acusado de vender e não entregar ingressos do Rock in Rio 2013 em um golpe que prejudicou mais de 200 pessoas. Os bilhetes, que custavam até 500 reais, foram adquiridos no site rockinrioingressos.com.br, que não está mais no ar.

As primeiras vítimas do golpe surgiram há poucas semanas. O físico Whalem Santos, de Uberlândia, em Minas Gerais pagou 300 reais pelo ingresso e uma camiseta, por boleto bancário. Após desconfiar que havia sido enganado, descobriu que o boleto, na verdade, era uma ordem de pagamento. O número que consta no documento é o mesmo para todos que compraram pelo site.

O empresário Rodrigo Toni, de São Paulo, adquiriu dois ingressos, cada um por 450 reais. “Recebi um comprovante da compra por e-mail. Fiquei tranquilo”, afirma. Também foi o atraso na entrega que despertou a sua desconfiança. “Quando tentei entrar em contato, os e-mails começaram a voltar.” Acostumado a fazer compras pela internet, Toni relata que não desconfiou do site, que exibia uma certificação da empresa Visachek, indicando tratar-se de uma compra segura. Em alguns casos, o prejuízo foi ainda maior, já que também foram comercializados hotel e passagem aérea, prejuízo que ultrapassou os 2 mil reais.

Os organizadores do evento afirmam que não se responsabilizarão pelo golpe. “Em geral, as pessoas compram esses ingressos com antecedência e começam a vendê-los. Mas a veracidade deles só é garantida pela venda oficial. Usamos várias estratégias para evitar falsificações, mas elas podem acontecer”, diz Fabiane Guimarães, gerente de comunicação do Rock in Rio. Durante os três primeiros dias de shows, segundo Fabiane, não chegaram à organização casos de ingressos falsificados. “Mas foram presos alguns cambistas que tentavam vender ingressos nas imediações da Cidade do Rock”, diz.

Fraudes – “O melhor jeito de evitar fraudes é tentar identificar o fornecedor”, observa Laércio Godinho Teixeira, assessor técnico da diretoria de atendimento e orientação ao consumidor do Procon. Segundo ele, o internauta deve procurar informações sobre a empresa, como endereço, CNPJ e telefone. Outra medida de segurança é buscar referências do site no endereço www.registro.br. “É uma fonte para verificar se o site existe.”

Os clientes prejudicados fizeram uma investigação que resultou em um endereço em Belém, no Pará, mas nada foi encontrado no local. Nos boletos emitidos e nos e-mails enviados aos clientes, constava o nome Ticket Mais. A marca, porém, pertence à empresa Ágape Soluções, que negou ser responsável pelas vendas. “Recebemos muitas reclamações de pessoas equivocadas acreditando que somos os responsáveis. Sugerimos ir ao Procon”, diz o esclarecimento.

(Com Estadão Conteúdo)

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