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Madonna deixa ‘Like a Virgin’ e ‘periguetes’ de fora em SP

Em sua primeira apresentação na capital paulista durante mais recente giro pelo Brasil, popstar não cantou famoso hit, mas confirmou espetáculo grandioso

Por Carol Nogueira 5 dez 2012, 04h18

Show da turnê MDNA é o mais completo que Madonna já fez, tanto visual como musicalmente

Se fosse para julgar o show que Madonna fez na noite desta terça-feira em São Paulo, no Estádio do Morumbi, somente pelas três primeiras músicas, a apresentação seria, no fim, bem melhor do que é no conjunto. Logo no início do espetáculo – que começou às 22h25 na capital paulista – o espectador é surpreendido por cenas sombrias e de grande impacto visual. No entanto, ao mesmo tempo em que isso causa uma descarga de euforia, acaba fazendo com que quem está assistindo ao show não se impressione mais tanto no decorrer dele.

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No começo, os dançarinos da cantora surgem vestidos por mantos na cor vinho, enquanto três cantores gregorianos bascos – que formam o grupo Kalakan – entoam uma canção, enquanto o enorme telão ao fundo mostra a imagem de uma igreja gótica. Um grande incensário surge do teto e espalha fumaça pela área mais próxima do palco. Madonna então dá início ao show com a música Girl Gone Wild, do seu álbum mais recente, MDNA. Até aí, o que chama mais atenção é o fôlego da cantora de 54 anos para dançar tão bem quanto seus dançarinos de 20 e poucos – embora, em alguns momentos do show, ela dê sinais de cansaço, apesar de seu ótimo preparo.

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É com a faixa Revolver, lançada na compilação Celebration e que traz o rapper Lil Wayne, que tem início a sequência marcante de efeitos visuais, sonoros e teatrais impressionantes. No enorme telão que cobre todo o fundo do palco, vê-se balas de revólver caindo (algo que lembra um pouco uma abertura dos filmes de James Bond), e depois, Wayne aparece em vídeo cantando a música.

A faixa seguinte é Gang Bang, também de MDNA, e sua apresentação é tão ou mais impactante que a música, um techno minimalista bastante diferente de todas as canções que Madonna já lançou em sua carreira. Deitada em uma cama em um cenário de um motel tosco, a cantora se vangloria de ter matado seu amante, enquanto simula uma luta que parece real com um de seus dançarinos. A cada vez que se ouve um barulho de tiro, sangue espirra no telão como em um filme de Quentin Tarantino. Visualmente, é o melhor momento do show.

Em seguida, a cantora passeia rapidamente pelas músicas Papa Don’t Preach, de 1986, e Hung Up, de 2005. Depois é a vez de I Don’t Give A, parceria de Madonna com Nicki Minaj em MDNA, fechar a primeira parte do show. Ao fim, Nicki proclama: “Só há uma rainha, e essa rainha é Madonna”, uma clara provocação à “tentativa” de Lady Gaga roubar o trono da cantora. Com um show desses, é difícil discordar da afirmação. Mas, ao mesmo tempo, tudo nele parece soar como autoafirmação da “realeza” da cantora.

Segundo tempo – Essa primeira parte do show, mais sombria e impactante, destoa um pouco do restante da apresentação, composta por músicas mais dançantes, mas, ainda assim, o espetáculo segue com alguns pontos altos. A segunda parte é iniciada com Madonna vestindo a já famosa roupa de líder de torcida e cantando o hit Express Yourself, de 1989. No fim da canção, ela dá a alfinetada em Lady Gaga que já passou a fazer parte do roteiro oficial de seu show, e canta um trecho da música Born This Way (bastante semelhante a Express Yourself). No fim, emenda a frase “she’s not me” (ela não sou eu). Depois é a vez de Give Me All Your Luvin, de MDNA, que ganha uma roupagem diferente com tambores tocados pelos dançarinos (estes, por sua vez, suspensos por fios no teto do palco). Em seguida, surge no telão um vídeo com vários momentos da carreira da cantora, desde os anos 1980 até hoje.

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