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‘Loucas pra Casar’ aposta na mulher que ri de si mesma

Nova comédia de Ingrid Guimarães e Tatá Werneck promete repetir o sucesso das produções femininas de bilheteria milionária

Por Raquel Carneiro 8 jan 2015, 09h01

O subgênero das comédias femininas já cravou seu espaço entre os espectadores do estilo. E Loucas pra Casar está pronto para entrar neste clube milionário. O longa nacional que estreia nesta quinta-feira é composto por um clã de especialistas da área. Estrelado por Ingrid Guimarães (do sucesso De Pernas pro Ar), acompanhada por Tatá Werneck, Suzana Pires e Fabiana Karla, três autoridades do riso, o filme traz no bastidor assinaturas experientes, como a do roteirista Marcelo Saback (Divã, De Pernas pro Ar e S.O.S. Mulheres ao Mar) e do diretor Roberto Santucci (das franquias De Pernas pro Ar e Até que a Sorte nos Separe).

Na trama, Malu (Ingrid) é uma mulher de 40 anos quase perfeita – só lhe falta o almejado esposo. O problema é que seu homem dos sonhos (vivido por Márcio Garcia) tem duas amantes, que também pretendem laçar o bonitão. Começa então a maratona caça-marido do trio principal, que encara o drama das mulheres que ainda sonham em desfilar de branco rumo ao altar. A pressão para casar e ter filhos, que surge aliada a familiares e amigos casados com olhares de piedade, tem espaço garantido no roteiro, como uma cena em que Malu, a única solteira do grupo, vai em mais um chá de bebê e dá um piti quando as colegas afirmam que um dia ela conseguirá ser feliz. O momento é um dos pontos altos da trama que, claro, esbanja clichês. Afinal, qual seria a graça se não o fizesse?

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A fórmula, que joga luz nas crises femininas e leva o público a rir de suas próprias neuras, tem dado certo desde Divã (2009), com Lília Cabral no papel da mulher de meia-idade que se vê infeliz com sua vida e parte em busca de aventuras, que vão desde um corte novo de cabelo até experimentar drogas. Mas foi em 2014 que o gênero viu seu melhor momento com três filmes: Os Homens são de Marte, sobre uma mulher em busca do romance que dará fim a sua vida de solteira; S.O.S. Mulheres ao Mar, a história de uma ex que não aceita ser trocada; e Muita Calma nessa Hora 2, continuação do filme de 2010, estrelado por um grupo de amigas que lida com dramas diversos. O trio, que só ficou atrás de Leandro Hassum e seu O Candidato Honesto no ranking de bilheterias do ano, soma 5 milhões de espectadores e mais de 58 milhões de reais em renda. Números suficientes para encher os olhos das produtoras, exibidoras e de nomes como Ingrid, que se mantém como a atriz mais bem-sucedida do filão.

Em entrevista ao site de VEJA, as atrizes de Loucas pra Casar falam sobre as agruras de ser mulher, o sonho do casamento perfeito e o vergonhoso ritual que joga buquês para as solteiras “desesperadas”. “Sou profissional em pegar buquê”, diz Tatá.

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