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Larry Flynt se opõe à execução de homem que o deixou paraplégico: ‘Prefiro torturá-lo’

Produtor afirma que prisão perpétua seria punição mais adequada - e cruel

Por Da Redação 18 out 2013, 10h17

Larry Flynt, o rei da indústria pornográfica dos Estados Unidos, escreveu um artigo nesta quinta-feira para a revista The Hollywood Reporter em que se opõe à execução do homem que o deixou paraplégico com um tiro, há 35 anos. Preso desde 1980 por cometer uma série de atentados em que matou cinco pessoas, Joseph Paul Franklin será executado em 20 de novembro. “Na minha opinião, a única motivação para a pena de morte é a vingança, não a justiça. E eu acredito, firmemente, que um governo que proíbe a morte entre seus cidadãos não deveria se dedicar a matar pessoas”, escreve.

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Réu confesso, Franklin alegou como motivação para os crimes seu ódio contra negros e judeus. Ele abriu fogo no estacionamento de uma sinagoga, provocando a morte de uma pessoa, além de ter ferido outras duas no Missouri. Também matou dois negros em Utah e um casal em Wisconsin, além de perpetrar um segundo atentado contra uma sinagoga, desta vez no Tennessee. Ele odiava negros, odiava judeus, odiava todas as minorias”, diz Flynt. “Ele atirou em mim por causa de uma foto”, lembra Flynt.

O criminoso assumiu ter atirado contra o cineasta, em março de 1978, por causa de uma foto publicada em sua revista pronográfica que mostrava um homem negro com uma mulher branca. “Eu teria todas as razões para estar feliz com a sentença de morte, mas não estou”, diz Flynt. Para ele, permanecer preso em uma pequena cela o resto da vida é uma punição muito mais adequada que a morte causada por uma injeção letal.

Flynt dá ainda outras ideias de punição que considera mais adequadas ao criminoso. Em sua carta indignada, o empresário chega a sugerir até mesmo a tortura: “Adoraria passar uma hora em um quarto com ele, com uma tesoura e um alicate. Assim, poderia causar a ele, o mesmo sofrimento que me infligiu. Mas eu não o mataria. Nem quero vê-lo morrer”, afirmou.

(Com agência France-Presse)

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