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Julia Roberts é o principal trunfo de ‘Olhos da Justiça’

Atriz se destaca no remake americano do aclamado filme ‘O Segredo dos Seus Olhos’, que deu o Oscar à Argentina em 2010

Por Raquel Carneiro Atualizado em 10 dez 2018, 10h20 - Publicado em 10 dez 2015, 08h25

Hollywood vira e mexe se encanta com uma produção feita fora das fronteiras americanas e decide realizar sua própria versão do roteiro. Por vezes eles acertam, em muitas outras, não. Olhos da Justiça, remake do argentino O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella, é um exemplo de adaptação satisfatória, que honra a inspiração, apesar de perder força por sua proximidade temporal com o impressionante roteiro dos hermanos, que levou o Oscar de filme estrangeiro em 2010. Esquecer as marcantes cenas do longa original e a maneira crua como Campanella conduz os enquadramentos é quase impossível, o que leva à inevitável comparação entre o desenvolvimento de ambos.

O principal trunfo do longa, contudo, está no bom elenco, encabeçado pelo trio Chiwetel Ejiofor, Nicole Kidman e Julia Roberts – a melhor parte do filme. Julia se transforma para dar vida à agente do FBI que está diretamente envolvida com o crime principal, que abala a equipe. A beleza da atriz se dissolve para dar lugar ao espírito vazio e ao semblante caído. É triste e convincente sua derrocada.

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Assim como no longa argentino, a trama gira em torno de uma mulher, estuprada e morta por seu agressor. A impunidade do caso, que não condena o principal suspeito, faz da vítima um fantasma na consciência do agente Ray (Ejiofor), que passa mais de uma década tentando incriminar o criminoso.

O roteiro americano difere do argentino no clima da ambientação. O assassinato acontece em 2002, em Los Angeles, meses após os ataques de 11 de setembro em Nova York, que deixam todo o país em estado de alerta e reféns do constante medo. O suspeito é uma das fontes do FBI, infiltrado em uma mesquita que pode ser uma célula terrorista. Logo, ele ganha imunidade aos olhos da direção da agência.

Ejiofor e Nicole fazem um bom trabalho em seus papéis e ainda servem como um paralelo da história, ao viver um romance que não é romance. A paixão entre os dois é latente, mas subjugada, permanecendo apenas no relacionamento platônico. Todos os personagens parecem empurrados para longe de suas vontades. O crime que não se resolve, os planos que ficam parados, os terroristas inexistentes, o amor que não acontece. Até que, o final, culmina na tentativa de resolver um problema sem solução.

Confira abaixo o trailer da produção e dois vídeos publicados em primeira mão pelo site de VEJA, em que o diretor Billy Ray e Nicole Kidman falam sobre como foi trabalhar com Julia Roberts:

[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=xrhoD0NeIYY&w=500&h=281]

https://www.youtube.com/watch?v=32d2EjBEv0Mhttps://www.youtube.com/watch?v=9dDRCtq5xGo

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