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Juíza do caso Manning duplica número de audiências preliminares

Por Da Redação 7 jun 2012, 01h48

Washington, 6 jun (EFE).- A juíza do caso do soldado Bradley Manning, acusado de vazar milhares de documentos secretos ao site WikiLeaks, duplicou nesta quarta-feira para seis o número de audiências preliminares antes do julgamento programado para setembro.

A juíza do tribunal militar, a coronel Denise Lind, fez o anúncio quando Manning compareceu à corte, enquanto defesa e Promotoria se enfrentavam sobre a divulgação dos documentos vinculados ao maior vazamento de dados da inteligência na história dos Estados Unidos.

No primeiro dos três dias inicialmente previstos para as audiências preliminares, o advogado de Manning, David Coombs, argumentou que a Promotoria está ocultando material imprescindível para a formação de uma defesa sólida.

Já o advogado que lidera a acusação, o major do Exército Ashden Fein, qualificou de ‘pouco razoável’ o pedido da defesa e alegou que Coombs só procura atrasar o processo.

A ideia da juíza é utilizar essas audiências preliminares adicionais para avaliar o progresso no caso e resolver disputas. Desta forma, as próximas sessões acontecerão na semana de 16 de julho, na semana de 27 de agosto e em 19 e 20 de setembro.

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A defesa de Manning terá que decidir se o caso estará a cargo de só um juiz, de um júri composto por oficiais ou um painel de júri misto que inclua soldados da unidade de Manning, procedentes do distrito militar do Exército em Washington.

Manning, entre seus dois advogados militares, não fez nenhuma declaração durante a audiência preliminar desta quarta-feira, mas se prevê que nos próximos dias a defesa solicite à juíza a retirada de dez das 22 acusações contra de seu cliente.

Na audiência de abril, Lind rejeitou a solicitação da defesa para que fossem retiradas todas as acusações, mantendo inclusive a mais grave delas: a ideia de que Manning ajudou o inimigo ao divulgar materiais diplomáticos e militares altamente secretos.

Muitos desses documentos, segundo a acusação, incluíam arquivos classificados sobre as operações militares no Iraque e no Afeganistão, que foram parar no WikiLeaks.

Manning, de 24 anos, foi detido nas cercanias de Bagdá em 25 de maio de 2010 e poderá pegar prisão perpétua se for declarado culpado da acusação mais grave. EFE

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