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Juiz nega encerrar caso de abuso sexual contra Roman Polanski

Magistrado argumentou na decisão que a sociedade tem interesse em que se faça justiça no caso

Por Da redação - 18 ago 2017, 21h22

Um juiz de Los Angeles rejeitou nesta sexta-feira encerrar o caso de abuso sexual contra o cineasta franco-polonês Roman Polanski, tal como pediu há alguns meses Samantha Geimer, a vítima. O juiz Scott Gordon afirmou que tomou a decisão para proteger os interesses de Samantha, que  tinha 13 anos quando foi violentada, em 1977.

Polanski, que completou 84 anos nesta sexta-feira, fugiu dos Estados Unidos em 1978 após se declarar culpado de ter tido relações sexuais com uma menor de idade, pouco antes de que sua sentença fosse emitida.

“Imploro que considere encerrar este caso como um ato de misericórdia para mim e minha família”, que vêm suportando um suplício extenuante há 40 anos, pediu Samantha, em junho, a Gordon, juiz da Corte Superior de Los Angeles.

O magistrado argumentou na decisão que a sociedade tem interesse em que se faça justiça, “o que só será possível com a continuação da acusação neste caso”. Gordon acrescentou que a recusa de Polanski de enfrentar a justiça foi a causa da angústia constante de Geimer, e não os tribunais.

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