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Jean-Paul Belmondo, ícone do cinema francês, morre aos 88 anos

Ator ganhou fama ao atuar em inúmeros clássicos do diretor Jean-Luc Godard, a exemplo de 'Acossado' e 'O Demônio das Onze Horas'

Por Tamara Nassif 6 set 2021, 14h13

O ator Jean-Paul Belmondo, estrela incontornável do cinema francês, morreu nesta segunda-feira, 6, aos 88 anos. Ícone da Nouvelle Vague, movimento artístico que agitou a França entre as décadas de 1950 e 1960, “Bébel” – como era conhecido – ganhou notoriedade por filmes como O Acossado (1960) e O Demônio das Onze Horas (1965), do aclamado diretor Jean-Luc Godard, além de O Homem do Rio (1964), de Philippe de Broca.

Segundo o advogado Michel Godest, “ele morreu tranquilamente” em sua residência, em Paris. A causa da morte não foi divulgada.

Nascido em um subúrbio nobre de Paris, o Neuilly-sur-Seine, Belmondo sempre esteve rodeado por figuras do mundo cultural. Seu pai, de origem italiana, foi um escultor renomado, e a mãe, uma dançarina francesa. Antes de engatar no showbiz, teve uma breve carreira de boxeador na adolescência, até que, em 1952, conseguiu uma vaga na Academia Nacional de Artes Dramáticas da França. A vida de ator se iniciou no teatro e em pequenas participações no cinema, até ser convidado por Godard em pessoa para o curta-metragem Charlotte et son Jules. A fama chegou com o clássico O Acossado, no qual viveu Michel Poiccard, um ladrão que rouba um carro em Marselha, mata um policial a caminho de Paris e, lá, se relaciona com uma jovem americana que o esconde da justiça.

Jean-Paul Belmondo, em 1961
Jean-Paul Belmondo, em 1961 //Getty Images

Carismático e sempre bronzeado, o galã esteve até no Brasil para filmagens de O Homem do Rio, sucesso de bilheteria e crítica, e indicado ao Oscar de melhor roteiro original. De lá para cá, estrelou mais de 80 longas, entre filmes de arte, humorísticos e thrillers, até sair de cena em 2001, quando sofreu um acidente vascular cerebral. Seu retorno ao trabalho aconteceu em 2008, em Um Homem e seu Cachorro, de Francis Huster. Dono de uma carreira de meio século de duração, era frequentemente chamado de “Le Magnifique” pelos franceses, em referência ao satírico agente secreto que viveu em 1973.

“Nenhum ator desde James Dean inspirou tamanho sentimento de identificação com o público”, escreveu o crítico Eugene Archer no jornal The New York Times, em 1965. Jean-Paul Belmondo deixa quatro filhos e quatro netos.

 

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