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James Bond, quem diria, é ‘português’, ó pá

Personagem foi concebido pelo escritor britânico Ian Fleming na cidade de Estoril, centro de espionagem de Portugal durante a Segunda Guerra Mundial

Por Da Redação - 19 dez 2014, 22h05

Poucas semanas após começarem as filmagens do próximo longa de James Bond e quando se completam 50 anos da morte de seu criador, Ian Fleming, muitos amantes da saga de 007 identificaram que o personagem foi concebido em Portugal. Funcionário dos Serviços de Inteligência Naval Britânica, Fleming chegou a Portugal em maio de 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, e ficou hospedado no elegante Hotel Palácio de Estoril, no balneário localizado a 25 quilômetros de Lisboa. Foi nesse lugar, que abrigava muitos espiões, que o escritor criou James Bond.

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Francisco Corrêa de Barros, gerente do hotel construído nos anos 1930, confirmou que o estabelecimento foi “escolhido pelos aliados” como seu quartel-general. Por causa da neutralidade de Portugal durante a guerra e da proximidade do Oceano Atlântico, Estoril era um lugar estratégico das redes de espionagem dos dois lados e um ponto de referência para chegar ao continente americano.

Corrêa de Barros lembra da tensão vivida na época e deu pistas sobre o dia a dia de Fleming. Convivia com espiões, muitas vezes nos balcões dos bares, com quem compartilhava martinis – drink que se tornaria indissociável de James Bond – e conheceu o código morse usado para enviar informação confidencial.

O nome que mais marcou Fleming foi, sem dúvida, Dusko Popov, célebre agente duplo iugoslavo que trabalhava tanto para o serviço secreto britânicos do MI-6 como para a inteligência nazista. O “bon vivant” acabou emprestando várias de suas características a Bond. “Popov era muito profissional, tinha boa aparência e fazia sucesso entre as mulheres”, contou o gerente do hotel. Ele chegou a ser apelidado no jargão dos serviços secretos com o código “triciclo”, porque andava muitas vezes acompanhado de três belas mulheres.

Entre os episódios que Fleming testemunhou em Portugal, está uma famosa aposta de Popov. No Cassino de Estoril, o escritor viu o iugoslavo apostar 40.000 dólares (equivalente a quase 650.000 dólares em valores atualizados) em uma mesa de bacará, somente para despistar um inimigo. O episódio foi utilizado como base para a primeira obra sobre James Bond, Cassino Royale (1953), em que o agente 007 enfrenta o vilão Le Chiffre em uma mesa de bacará.

Segundo Francisco Corrêa de Barros, Estoril já é um dos lugares de peregrinação dos fãs do espião, imortalizado na memória coletiva por seus carros luxuosos, suas acompanhantes e os sugestivos martinis.

(Com agência EFE)

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