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Inhotim reforça a onda mundial dos tours on-line em museus

Assim como muitas iniciativas ao redor do planeta, Inhotim soma-se às raras instituições nacionais que aderiram às visitas guiadas por videochamada

Por Marcelo Canquerino Atualizado em 18 Maio 2021, 09h20 - Publicado em 18 Maio 2021, 09h08

Com o objetivo de driblar as barreiras do isolamento na pandemia, os museus ao redor do mundo vêm realizando, desde o ano passado, visitas virtuais a seus espaços e acervos. O Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, Minas Gerais, foi um dos adeptos dessa tendência que começa a ganhar novos formatos: com o projeto Inhotim para Todxs, o museu vai realizar visitas mediadas on-line e gratuitas. O encontro que acontece nesta quarta-feira, 19, tem como tema Som e Sentido. Nele, os visitantes poderão explorar possibilidades sonoras que fazem parte tanto das obras de arte como das belas paisagens naturais do Instituto. 

A visitação virtual aos museus é uma ação que tem se popularizado bastante. Não é mais necessário sair de casa e viajar até Paris para apreciar algumas obras do Louvre, por exemplo, que atualmente tem disponível em seu site tours por suas salas e galerias. As instituições lançam mão de vídeos, textos e navegação em 360º para que o público se sinta o mais próximo possível da experiência de visitar um museu. No Brasil, os exemplos já são variados. Recentemente, a exposição OsGemeos: Segredos, na Pinacoteca de São Paulo, ganhou uma versão virtual em 360º. Já o MAM (Museu de Arte Moderna) oferecem visitas virtuais em suas exposições, além da possibilidade de agendamento de encontros guiados para grupos de pessoas e escolas através de plataformas como Zoom.

“Vamos descobrir e nos encantar pelo som de uma caminhada sobre os seixos da obra Magic Square #5 (Hélio Oiticica), e sobre os cacos de vidro de Através (Cildo Meireles), além, é claro, do canto das aves e até os silêncios que os acervos artístico e botânico convocam”, detalhou Laura Pimenta, supervisora de Educação do Inhotim, em comunicado.

"Magic Square #5", de Hélio Oiticica, em exposição no Instituto Inhotim.
Magic Square #5, de Hélio Oiticica, em exposição no Instituto Inhotim. Breno da Matta/Divulgação
"Através", de Cildo Meireles, em exposição no Instituto Inhotim.
“Através”, de Cildo Meireles, em exposição no Instituto Inhotim. Daniel Mansur/Divulgação

Um dos maiores museus a céu aberto do mundo, o Inhotim fica entre os ricos biomas do Cerrado e da Mata Atlântica, proporcionando aos visitantes uma experiência que une arte à natureza, em um modelo híbrido, que envolve galerias fechadas e obras espalhadas em um vistoso Jardim Botânico. 

Em decorrência da pandemia, o Instituto permaneceu de portas fechadas de março a novembro de 2020, quando decidiu reabrir seguindo todos os protocolos de segurança. Em janeiro deste ano, o museu fez uma nova pausa nas atividades para seguir as determinações da prefeitura de Brumadinho, que havia decretado lockdown parcial. A pandemia, que já fez com que mais de 80 funcionários do instituto fossem demitidos, veio em um momento delicado, um ano após o desastre de Brumadinho e da consequente crise financeira. Atualmente, além do projeto de visitas virtuais, o museu está funcionando de sexta a domingo.

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