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IMPERDÍVEL: ‘Trolls’ é um desenho para cantar junto

Animação usa músicas muito conhecidas pelo público para contar uma história baseada nos famosos bonecos trolls. Confira playlist exclusiva

Por Rafael Aloi 29 out 2016, 06h00

Entre o engraçado e o freak, os bonecos trolls foram sucesso nos anos 1980 e 90, com seu visual pelado e cabelos coloridos eternamente arrepiados. Os brinquedos serviram de inspiração para a nova animação da Dreamworks, Trolls, em cartaz no Brasil. Com Anna Kendrick e Justin Timberlake na versão original em inglês, o desenho é um delicioso musical, repleto de hits que o público conhece — principalmente os adultos, que cairão em uma dupla sensação de nostalgia, entre trilha sonora e brinquedos da infância.

Apesar do poder de ativar a memória afetiva dos mais velhos, Trolls é um filme voltado para o público infantil. Seu roteiro se mantém dentro da clássica historinha com uma moral no final. Detalhe que não estraga o longa como um todo.

Trolls conta a história da vila dos trolls (óbvio), pequenos seres irritantemente alegres, que adoram cantar, dançar, se abraçar, e festejar, e usam seus poderosos cabelos coloridos para fazer as mais diversas peripécias. Depois de escaparem dos terríveis berguens, que gostam de comê-los para se sentirem felizes, os gnominhos vivem escondidos na floresta. Tudo vai bem, até o dia em que a princesa Poppy (Anna Kendrick) resolve dar uma mega festa, que os revela para a chef de cozinha dos vilões. Todos os amigos da monarca são levados para o castelo e ela pede ajuda para o outsider da vila, Tronco (Justin Timberlake), o troll cinza, que não canta, para salvar todos.

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O desenho possui um visual bem vibrante e encantador. O cenário e os personagens são feitos em computação gráfica com diferentes texturas de tecido. O 3D não é exagerado, poucas coisas são atiradas em direção à plateia (ufa!).

Além de Timberlake, outros artistas pop estão no elenco original do filme, como Gwen Stefani e o duo Icona Pop. A trilha do filme também é produzida pelo protagonista e por Max Martin, que já trabalhou com praticamente todos os artistas pop da atualidade, como Katy Perry, Britney Spears e Taylor Swift. O trabalho da equipe musical foi bem realizado. São justamente as canções da animação que conquistam a plateia. Todo o roteiro é costurado com a ajuda de faixas originais e outras muito conhecidas, como Hello, de Lionel Richie, Total Eclipse of the Heart, de Bonnie Tyler, True Colors, de Cyndi Lauper, e September, de Earth, Wind & Fire.

Por causa da coletânea de clássicos, a versão legendada da animação oferece um resultado mais saboroso. O filme dublado também diverte, mas as letras das músicas são traduzidas. Como a melodia de praticamente todas é de fácil reconhecimento, fica difícil não querer acompanhar os personagens, mas cantando os versos originais.

Apenas três canções são apresentadas em inglês na versão nacional: o clássico folk The Sound of Silence, do Simon e Garfunkel (graças ao status de meme do primeiro verso “Hello darkness my old friend”); They Don’t Know, da Ariana Grande; e Can’t Stop the Feeling!, do próprio Justin Timberlake, feita exclusivamente para o filme e que se tornou hit mundial neste ano. Abaixo, o site de VEJA preparou uma playlist especial para aqueles que querem um esquenta para o filme — ou continuar a cantar depois do cinema.

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