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IMPERDÍVEL: Neruda é tema de cinebiografia poética

Trecho da história do poeta chileno é retratado em filme humorado e sem heroísmos óbvios

Por Raquel Carneiro 17 dez 2016, 06h45

A veracidade dos fatos históricos não é prioridade para o diretor Pablo Larraín em seu filme Neruda. O cineasta chileno, que emplacou o longa No (2012) na categoria de filme estrangeiro no Oscar, e lança este ano o hollywoodiano Jackie, com Natalie Portman, optou por representar o poeta a partir de uma visão literária e folclórica de uma das figuras mais controversas de seu país.

  • Neruda, em cartaz no Brasil, acompanha um trecho da vida do escritor no fim da década de 1940, quando ele, interpretado aqui por Luis Gnecco, é cassado e perseguido pelo governo por sua filiação com o partido comunista.

    Em seu encalço está o investigador Peluchonneau, vivido pelo mexicano Gael García Bernal. Narrador universal da história, o policial faz comentários em cenas que não está, critica o estilo de vida “esquerda caviar” de seu foragido e, ao mesmo tempo, flerta com a arte e a ideia de ser o protagonista da história — como que ciente de seu estado de personagem.

    Apesar de ter ficado de fora da lista de finalistas ao Oscar deste ano, o filme conquistou uma indicação ao Globo de Ouro 2017.

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