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‘Horizonte Profundo’: Há muitos heróis por aí, diz Mark Wahlberg

No filme que estreou nesta quinta-feira no Brasil, o ator vive um engenheiro, o último a sair da plataforma de petróleo que explodiu em 2010

Por Mariane Morisawa, de Toronto 13 nov 2016, 08h51

Em 20 de abril de 2010, a plataforma de águas profundas Deepwater Horizon, no litoral da Louisiana, explodiu, matando onze pessoas. Pouco se falou sobre as vítimas. O foco foi o vazamento de petróleo do poço mais profundo do mundo, estimado em 780.000 metros cúbicos, o que o coloca como um dos maiores da história. Horizonte Profundo – Desastre no Golfo, dirigido por Peter Berg, que estreou nesta quinta-feira no Brasil, conta a história das pessoas na plataforma, nas horas que antecederam e sucederam a explosão e consequente afundamento da estrutura.

Mark Wahlberg interpreta o engenheiro Mike Williams, o último a sair da Deepwater Horizon. Kate Hudson faz sua mulher, Felicia Williams. O padrasto da atriz, Kurt Russell, vive Mr. Jimmy, o responsável pela plataforma. Gina Rodriguez, da série Jane the Virgin, é uma das funcionárias responsáveis pelo controle. E John Malkovich faz Donald Vidrine, um dos supervisores da BP, a empresa petrolífera que alugava a plataforma, que no filme resolve ignorar um teste preocupante de pressão – na realidade, a conclusão da investigação foi que uma série de erros foi cometida por várias das empresas envolvidas.

Ao site de VEJA, Wahlberg falou sobre a vida numa plataforma de petróleo e heroísmo. Confira:

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O que você sabia deste mundo e como é trabalhar numa plataforma de petróleo? Não conhecia nada sobre a vida numa plataforma de petróleo. No caso da Deepwater Horizon, sobre a tragédia que aconteceu, eu sabia o que vi no noticiário e na mídia. Mas a maior parte da cobertura era sobre o desastre ambiental.

O que o surpreendeu ao ler o roteiro e ao pesquisar para o papel? Que 11 pessoas perderam suas vidas, e esse não foi o principal foco da história. E depois descobrir tudo, começar a entender como é a vida numa plataforma, como é uma profissão perigosa, que enorme sacrifício é estar longe das pessoas que ama, de sua família.

Consegue entender essa parte? Com certeza me identifico. Com certeza. Sou um homem de família dedicado, marido e pai, faço muito sacrifício para poder prover para minha família, o que significa estar longe muitas vezes, o que é a parte mais difícil do meu trabalho. Sim, então estou sempre contando os dias para poder voltar para casa, para a minha família.

Imagino que você tenha conversado com as pessoas afetadas por esse desastre. Que tipo de coisa precisa saber para desempenhar este papel? Tive a grande sorte de não apenas poder conversar com Mike como convencê-lo a atuar como consultor. Ele esteve conosco durante a filmagem. Queríamos que o filme fosse tão preciso quanto possível. E quem melhor do que o Mike, que conhecia a plataforma melhor do que ninguém e foi o último a sair aquela noite? Tive sorte. Mas era importante entender e comunicar a todos os atores, especialmente quem interpreta gente que não conseguiu escapar, como eram essas pessoas, as famílias que tinham, quem deixaram aqui.

Acredita em heróis? Com certeza. Mas acho que o herói pode ser alguém ajudando outra pessoa a sair de uma plataforma, ou alguém que dedica sua vida a seu país e sua comunidade. Professores. Com certeza. Acredito que existem muitos heróis por aí e precisamos continuar a honrá-los. E a celebrá-los.

Acha que já fez algo heroico? Talvez. Mas não gosto de ficar me gabando (risos).

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