Hollywood recebe sinal verde para retomar atividades em estúdios | VEJA
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Hollywood recebe sinal verde para retomar atividades em estúdios

Sets como Netflix, Sony e Warner Bros. estão autorizados a seguir com as gravações, graças a acordo negociado com sindicatos de trabalhadores do setor

Por Tamara Nassif 22 set 2020, 16h10

Depois de meses de negociação, o setor do entretenimento de Hollywood recebeu sinal verde para retomar suas atividades, graças a um acordo estabelecido entre sindicatos de trabalhadores e alguns estúdios. A resolução diz respeito a uma série de normas de proteção contra o coronavírus, necessárias para um retorno funcional e seguro.

Com representantes de estúdios como Disney, Netflix, Paramount, Sony e Warner Bros., o acordo permite que as gravações voltem a transcorrer – um movimento mundialmente ensaiado por produções como The BatmanAvatarJurassic World, que saíram de solo americano e foram para países como Inglaterra e Nova Zelândia. Ainda não foi dito quais gravações voltarão primeiro.

Além de estabelecer protocolos de segurança básicos, como distanciamento social e higienização, o acordo também versa sobre testes contra a doença, treinamentos em saúde e segurança, licenças remuneradas para doentes, jornada de trabalho e tamanho de equipes – assuntos mais espinhosos, vistos como a última barreira para a volta das atividades. O problema maior residiu em resolver questões orçamentárias: enquanto sindicatos defendiam que os trabalhadores contaminados fossem remunerados por tempo trabalhado, estúdios queriam minimizar os custos, considerando as contas em déficit desde o início da pandemia. Outro desafio foi determinar qual tipo de teste seria utilizado e a frequência da testagem em membros do elenco e da produção, gastos onerosos e necessários para garantir segurança no retorno.

  • O acordo também oficializa algumas diretrizes já adotadas de modo informal, como servir refeições e lanches em porções embaladas individualmente. Ele, agora, é visto como uma oportunidade de reavivar a indústria, parada por meses à fio por causa da pandemia. Ainda assim, alguns obstáculos perduram, como restrições de locação, altas taxas de contágio em regiões de filmagem e falta de seguro contra o coronavírus.

    “Confio que estes protocolos, rígidos e pensados como os de qualquer outra indústria nos Estados Unidos, manterão seguros as equipes de produção e os atores, assim como as comunidades nas quais vivem e trabalham”, disse Thomas O’Donnell, diretor do sindicato dos caminhoneiros de Hollywood, em declaração à agência France-Press.

    Em comunicado conjunto, os sindicatos disseram que “os protocolos abrem caminho para que trabalhadores do setor, duramente atingidos pela pandemia, retomem seus ofícios e meios de subsistência em ambientes de trabalho reformulados em torno de questões de segurança e saúde”. Cinco dos maiores sindicatos do meio do entretenimento participaram das negociações, incluindo os de atores e diretores, com mais de 350 000 associados.

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