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História do Brasil prova: o gigante nunca dormiu

Índios, africanos, colonos insatisfeitos com a Metrópole, colonos leais ao rei de Portugal, nativistas, emancipacionistas e usuários de transporte público -- por mais de uma vez -- foram às ruas expor as suas queixas e reivindicações

Por Maria Carolina Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jun 2013, 18h19

Emprestado de uma campanha publicitária de uísque, o bordão “O gigante acordou” tomou as ruas do país nos últimos dias, levado por manifestantes que replicavam também o jingle de uma montadora de carros. Por trás dele, além do comercial que une um slogan nacionalista a uma assinatura em inglês e da boa vontade de quem deseja mudar as coisas, há também uma espécie de mito. A ideia de que o brasileiro, esse mesmo que saiu de casa agora para exigir respeito, melhores serviços públicos e o fim da corrupção, é passivo, acomodado, resignado. Uma ideia de fundo falso que a história ajuda a derrubar.

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São cinco séculos de absurdos, é verdade, mas também cinco séculos de revoltas, motins e manifestações. Por motivos variados, índios, africanos, colonos insatisfeitos com a metrópole, colonos leais ao rei de Portugal, nativistas, emancipacionistas e republicanos foram às ruas expor suas queixas e reivindicações. No momento atual, o exemplo mais emblemático dessa tradição nacional de revoltas é o Motim do Vintém, levante popular que tomou as ruas do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX, disparado pelo aumento de 20 réis – um vintém – na tarifa do bonde puxado por mulas.

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Um dos entrevistadores dos representantes do Movimento Passe Livre (MPL) que estiveram no programa Roda Viva, da TV Cultura, há quase duas semanas, o coronel José Vicente Filho, do Centro de Altos Estudos da Polícia Militar, informou, na ocasião, que só na cidade de São Paulo foram registradas mais de 2.000 manifestações em 2011. Este ano, foram mais de duzentas. Ainda que não tenham se tornado de conhecimento público, os protestos estavam nas ruas.

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