Clique e assine a partir de 9,90/mês

Harry: O príncipe virou plebeu

No sábado 18, o Palácio de Buckingham informou, sem pompa, que “os Sussex não mais usarão seus títulos de Sua Alteza Real"

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 19h30 - Publicado em 24 jan 2020, 06h00

O que era uma ideia, um desejo — ou, para os monarquistas de quatro costados, uma ameaça —, o afastamento voluntário do príncipe Harry e de sua mulher, Meghan Markle, da Casa de Windsor, rapidamente se tornou realidade. A partir de agora, sem nenhum exagero, pode-se dizer que o príncipe virou plebeu, rico, bem-apessoado, o de sempre, mas sem poder ostentar a reluzente alcunha da nobreza. No sábado 18, em documento assinado pela avó, a rainha Elizabeth, o Palácio de Buckingham informou, sem pompa, que “os Sussex não mais usarão seus títulos de Sua Alteza Real, pois não são mais membros da Família Real”. Nessa condição, que valerá oficialmente de março em diante, o casal não vai mais receber dinheiro para as obrigações reais, como frequentar festas benemerentes, representar o reino em convescotes etc. Britanicamente, Elizabeth disse estar “particularmente orgulhosa de como Meghan se tornou membro da família rapidamente”, e nada comentou da velocidade com que ela deixou de sê-lo.

E agora? Aos pombinhos não será destinada nem mais uma libra de recursos públicos. Terão ainda de ressarcir o equivalente a 13 milhões de reais da reforma do castelinho que a rainha havia cedido ao par, quando a vizinhança de Harry com William fez água nas cercanias de Kensington. Com um detalhe, revelado pelos tabloides: Charles dará uma mesada ao filho, à margem do caixa oficial. O casal também não deverá ter problema de dinheiro. Pelo lado materno, o de Diana, Harry herdou algo na faixa de 25 milhões de dólares. Além disso, eles planejam faturar com produtos e livros que contem sua história. Em discurso feito durante um evento de caridade, logo depois de ter seu título subtraído, Harry demonstrou algum lamento sobre a questão, mas seguiu em frente. “Nossa esperança era continuar servindo à rainha, ao Commonwealth e a minhas associações militares sem financiamento público. Infelizmente isso não foi possível”, disse. “Aceitei a situação sabendo que não muda quem eu sou ou como sou comprometido. Mas espero que ajude vocês a entender o que aconteceu, que eu vou me afastar de tudo o que já conheci para dar um passo adiante no que espero ser uma vida mais pacífica.” Tudo somado, Harry e Meghan queriam o melhor de dois mundos — o plebeu e o de sangue azul. Ficarão com apenas um.

Publicado em VEJA de 29 de janeiro de 2020, edição nº 2671

Publicidade