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‘Gostaria de ser esfaqueado ou envenenado’, diz brasileiro de ‘Game of Thrones’

Ator de 14 anos afirma ver apenas as próprias cenas da série, em que personagens matam e morrem sem parar, e não recomenda o programa para adolescentes, porque é ‘muito pesado’

Por Rafael Costa - 9 dez 2014, 09h56

Quem acompanha Game of Thrones, da HBO, sabe que, seja protagonista, coadjuvante ou figurante, todos os personagens da série estão sujeitos a partir para o além a qualquer momento. As mortes e execuções dão um tempero sinistro ao programa, despertando a curiosidade do público e até dos próprios atores, como o jovem Lino Facioli, de 14 anos. O intérprete do menino Robin Arryn afirma que torce para que seu personagem tenha vida longa na série, mas que também não reclamaria se tivesse um fim trágico. “Até que seria divertido fazer uma cena de morte. Ele poderia sofrer alguma doença, ser esfaqueado ou envenenado (risos)“, sugere Lino, que esteve no Brasil na última semana para participar da Comic Con Experience e falou ao site de VEJA.

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Nascido em 2000, em Ribeirão Preto (SP), Lino Facioli se mudou para Londres ainda aos 4 anos de idade com os pais, o ilustrador Cako Facioli e a designer Claudia Schmidek. Três anos depois, foi matriculado em uma escola de teatro na capital inglesa e passou a fazer testes para televisão e cinema com a ajuda de um agente. Em 2010, foi escalado para estrelar o curta-metragem Awfully Deep e colocou um peso em seu currículo ao interpretar Naples, o filho do músico problemático Aldous Snow, vivido por Russell Brand no longa O Pior Trabalho do Mundo. Já no ano seguinte, Lino entrou para o elenco de Game of Thrones.

Sessão da Tarde

“Vesteros é uma terrinha do balacobaco”, na paródia que põe Game of Thrones na Sessão da Tarde da Globo.

Hiato

A crise de abstinência que toma conta da vida do fã de Game of Thrones quando a temporada acaba é tema deste vídeo embalado por Just Give Me A Reason, da Pink.

School of Thrones

E se Westeros fosse uma escola americana? 

A Charater I Used To Know

Os mortos da primeira temporada são lembrados por duas fãs delirantes.

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Khaleesi

Com mais de 2 milhões de visualizações no Youtube, o Game of Thrones Medley canta a história de Danearys Targaryen em ritmo de Titanium.

Disney

Cinderela é esfaqueada e a Pequena Sereia leva uma flechada na cabeça na versão Disney do famoso Casamento Vermelho.

Rock’n’Roll

A banda Best Day Ever juntou Game of Thrones e Billy Idol para embalar o Casamento Vermelho. 

E o currículo do menino de 14 anos não para por aí. Lino Facioli ainda participou de peças de teatro na West End, a Broadway britânica, e teve que treinar o sotaque mineiro para o papel de Fernando no longa nacional O Menino no Espelho (2014), baseado no livro homônimo de Fernando Sabino. De acordo com o garoto, a fama precoce e a rotina de trabalho não o atrapalham no dia a dia, pincipalmente em Londres, onde a vasta quantidade de atores jovens faz com que ele seja tratado como um garoto normal. Mas tudo muda quando ele visita o Brasil. “É quando venho ao país que viro uma celebridade”, conta Lino, rindo. “É meio bizarro”. Confira abaixo a entrevista de Lino Facioli.

Seu primeiro trabalho no cinema foi em O Pior Trabalho do Mundo. Como você conseguiu o papel? Eu tinha uma agente na época que me mandava para audições e, no meio dessas tentativas, surgiu essa oportunidade. Foi interessante, porque o filme tinha muita improvisação e a audição seguiu essa linha, com testes de improviso.

Você já atuou em produções com grandes nomes como Tim Roth, Russell Brand e Jonah Hill. Como foi a relação com esses veteranos? O Russel Brand parece um cara meio doido, tem uma reputação de bad boy, mas ele foi uma das pessoas mais legais com quem trabalhei. Ele é muito profissional e tem jeito com crianças, então foi um ótimo parceiro de set, nós conversamos bastante e ele me ensinou muita coisa, me ajudou bastante.

Depois de participar de produções internacionais, você sentiu alguma dificuldade ao atuar em O Menino no Espelho (longa inspirado no livro homônimo de Fernando Sabino)? Com a língua eu não tive problema, apenas com palavras mais complexas e o sotaque mineiro.

Como faz para conciliar os estudos com a rotina de ator? É tranquilo. Mesmo quando estou gravando um filme, a maior parte do tempo é dedicada à escola, não há muito conflito. E, quando tem algo de maior duração, como um evento como o da Comic Con, eles me passam trabalhos para fazer a distância, ou até um tutor para me acompanhar. Mas na maior parte do tempo eu sou um menino normal. Vou para a escola, saio com os meus amigos. É quando venho ao Brasil que viro uma celebridade (risos), é meio bizarro.

É verdade que você assiste apenas às suas cenas em Game of Thrones? Como você faz para ficar a par da história? Sim, é uma escolha minha. O meu personagem é tão inocente, tão alheio a tudo, que não vejo problemas em não assistir às cenas de violência e sexo. Até me ajuda a compô-lo.

Você tem acompanhamento psicológico na série? Nunca precisei de apoio psicológico, mas todos me dão muito apoio, meus pais, os outros atores, a equipe de produção.

O que acha de Game of Thrones ter muito sexo e violência? Você recomendaria a crianças e adolescentes como você? As classificações etárias não são colocadas à toa, então não recomendaria porque a série tem cenas pesadas.

Muitos personagens morrem em Game of Thrones. Que morte você imagina para Robin Arryn? Eu me apeguei ao personagem e não quero que ele saia, mas até que seria divertido fazer uma cena de morte. Ele poderia sofrer alguma doença, ser esfaqueado ou envenenado, são muitas opções (risos).

Você também atuou em peças de teatro. Você prefere cinema ou teatro? E qual dos dois é mais desafiador? Todos têm seus desafios, aspectos interessantes. É difícil ter uma preferência. O teatro tem a espontaneidade, a energia de apresentar na hora para as pessoas, aquele medo de errar na hora, mas é divertido. Além do fato de você ter que ser muito mais expressivo do que na televisão e no cinema, já que a pessoa que está no fundo do teatro também precisa entender a cena que você está fazendo. Já em televisão e filmes é um pouco mais sutil e também tem essa coisa de poder regravar, melhorar e também poder ver melhor o resultado. Claro que em TV existe aquela correria que também prejudica um pouco que a gente faça uma atuação melhor, mas mesmo assim a qualidade de Game of Thrones é tão boa quanto de um filme.

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