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Gloria Perez: ‘Rogéria era mesmo travesti da família brasileira’

Atriz e cantora estava escala para uma participação em 'A Força do Querer', que não aconteceu

Por Da redação - 5 set 2017, 10h22

Rogéria, morta na noite desta segunda-feira aos 74 anos, estava escalada para fazer uma participação em A Força do Querer, a novela das 9 escrita por Gloria Perez para a Globo. A infecção urinária que a levou ao hospital em julho e que evoluiu para uma infecção generalizada e um choque séptico, no entanto, a impediu de gravar. Vai-se Rogéria, ficam as homenagens. Gloria, a autora da trama, usou o Twitter para lembrar — e confirmar — uma frase que Rogéria costumava usar para se definir.

“Rogéria dizia que era o travesti da família brasileira! E era mesmo! Show de talento e alegria!”, escreveu Gloria.

Atriz e cantora, Rogéria nasceu em 25 de maio de 1943, no Cantagalo, no Rio, como Astolfo Barroso Pinto. Assumiu nova identidade ao vencer um concurso de fantasias de Carnaval, em 1964. O público ovacionava: “Rogéria!”. Na época, era maquiador e atendia por Rogério. Antes de se tornar Rogéria em definitivo, ouviu o conselho de Fernanda Montenegro, a quem costumava maquiar nos estúdios da TV Rio: “Arte independe de sexo. Se você tem talento, não custa nada tentar”.

Figura clássica do showbiz nacional, Rogéria conseguiu romper as fronteiras do gueto reservado aos chamados atores transformistas – antes de o LGBT ter sido inventado e sob a feroz repressão do governo militar – para brilhar no teatro, cinema e TV. Bem-humorada, se definia como a “travesti da família brasileira”.

 

 

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