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Gianecchini volta ao ar como galã da Mooca

Com cabelos cacheados, o ator retoma o trabalho na TV após enfrentar a batalha contra o câncer

Por Mariana Zylberkan 17 ago 2012, 23h38

No remake de Guerra dos Sexos, com estreia prevista para 1º de outubro, o núcleo popular vai se concentrar no bairro paulistano da Mooca, endereço do personagem de Reynaldo Gianecchini, o chofer Nando. No seu primeiro trabalho na TV após travar uma batalha contra o câncer, o ator interpreta um conquistador acidental que se acha feio. “É o personagem mais carismático que já fiz. Ele conquista não só as mulheres, mas as pessoas ao seu redor com seu bom coração.”

Para entrar no papel, Gianecchini contou com uma ajuda inusitada. O ator, atualmente, ostenta cachos nos cabelos que sempre foram lisos. A mudança na estrutura dos fios é uma das consequências das sessões de quimioterapia que enfrentou depois de ser diagnosticado com linfoma em agosto do ano passado. “A minha pele também mudou, descasquei inteiro, tive que tratar os dentes e tomar todas as vacinas novamente.”

O ator apelidou seu novo visual de “cafusinho” e tem uma leitura mais aprofundada sobre seus cachos inesperados. “Essa imagem reflete o novo cara em que me transformei depois do tratamento. Prefiro esse ar de descontração, eu me sinto um menino”, disse o ator vestido com uma camiseta estampada do Pato Donald.

Ele lembra que começou a ler o roteiro de Guerra dos Sexos ainda no hospital e o personagem foi um estímulo para ele retomar os treinos de musculação assim que recebeu o sinal verde dos médicos. “Eu precisava reconquistar meu tônus muscular para dar veracidade ao Nando, que é muito ativo. Se não fosse esse trabalho, acho que teria feito corpo mole para voltar aos exercícios.”

Além de interpretar Nando na novela, o ator se dedica ao lançamento do livro sobre sua vida que está sendo escrito pelo jornalista Guilherme Fiuza. ainda sem título e data definidos. A ideia de Gianecchini é usar a verba arrecadada com os direitos da publicação para inaugurar uma instituição de caridade no interior de São Paulo. “Não sou ninguém para contar a minha história, não tenho essa vaidade. Mas é uma maneira que encontrei de ajudar as crianças que moram no interior, onde as cidades são muito carentes de educação.”

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