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Filme de Emmerich reaviva debate sobre autoria das obras de Shakespeare

Por Jason Merritt
13 set 2011, 11h33

“Anonymous”, o filme de Roland Emmerich exibido na segunda-feira no Festival de Cinema de Toronto, reaviva o debate sobre a verdadeira autoria das obras de William Shakespeare, que, segundo algumas teses, assinava com seu nome os textos de outros escritores.

Várias teorias, inclusive, atribuem a paternidade de algumas obras assinadas por Shakespeare a famosos contemporâneos como Francis Bacon e Christopher Marlowe.

“Anonymous” centra as atenções no papel de Edward de Vere, conde de Oxford, que para muitos escreveu “Hamlet”, “Macbeth”, “Romeu e Julieta” e outros grandes trabalhos, incluindo o solilóquio “ser ou não ser, eis a questão”.

“Não posso mentir. Não estou totalmente convencido de que Oxford seja o autor destas obras, mas eu estou definitivamente convencido de que não foi este cara de Stratford que chamamos de Shakespeare”, afirmou o ator Rhys Ifans, que interpreta o conde de Oxford no filme.

A opinião foi apoiada por Emmerich, mais conhecido por dirigir blockbusters como “Independence Day” (1996), Godzilla” (1998), “O Dia Depois de Amanhã” (2004) e “2012” (2009).

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“É por isto que todos em Stratford estão furiosos, porque nós chamamos a atenção para as mentiras deles”, declarou em uma entrevista coletiva após a exibição do filme.

Nenhum ator teve dúvidas ao aceitar o papel em um filme que retrata o bardo como uma fraude ou medo das reações, segundo afirmaram na entrevista.

“Eu não encontrei objeção de ninguém, mas as pessoas são muito empolgadas pelo assunto”, afirmou Rafe Spall, que interpreta Shakespeare como “Fakespeare” (de “fake”, em inglês, falso).

O thriller histórico aborda a história da rebelião de Essex no século XVII, na corte de Elizabeth I.

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O elenco tem ainda Joely Richardson como a jovem Elizabeth I e sua mãe Vanessa Redgrave, que assume o papel da monarca mais velha, assim como Jamie Campbell Bower e Xavier Samuel.

Emmerich admitiu que não apreciava Shakespeare como leitura obrigatória na escola e que seu conhecimento sobre o bardo foi adquirido em filmes.

“Eu não gostava de Shakespeare ou de qualquer outro autor de peças na escola. Apenas mais tarde, quando eu assisti filmes feitos sobre a obra de Shakespeare que percebi, ‘uau, este cara sabe contar uma história”.

“Eu usei filmes para me educar sobre William Shakespeare. Há três ou quatro filmes de Hamlet”, disse

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“Mas quanto mais velho eu fico, mais aprecio o teatro. É estranho porque agora eu fico ansioso para assistir peças”, concluiu.

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