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Filho planeja show com holograma de Renato Russo

Plano é realizar concerto na inauguração do estádio Mané Garrincha em junho

Por Raquel Carneiro - 23 jan 2013, 19h17

Em 2012, o festival Coachella trouxe aos palcos um holograma de Tupac, rapper que faleceu em 1996 durante um tiroteio nos Estados Unidos. A reprodução da presença do cantor foi realizada pela Digital Domain, empresa fundada pelo diretor americano James Cameron e especializada em efeitos especiais. A presença “fantasma” de Tupac despertou o desejo de diversos produtores culturais que queriam ter em seus shows o retorno de nomes como Michael Jackson, Elvis e Kurt Cobain. E, neste momento, quem está cotado para ganhar um holograma tridimensional é o brasileiro Renato Russo.

Idealizado pelo filho do cantor, Giuliano Manfredini, o projeto está em negociação e tem chance de ser viabilizado para a inauguração do estádio Mané Garrincha. De acordo com a produtora cultural, Valéria Marcondes, responsável pela capitação de recursos do show, Manfredini está neste momento em Los Angeles conversando com a equipe de James Cameron para criar uma representação digital idêntica a do líder do Legião Urbana com a mesma qualidade que foi feita com Tupac.

“O projeto tem um custo muito alto, para produzir o holograma o Renato terá que ser totalmente reconstítuido. Ao todo, a ideia deve custar cerca de 6 milhões de reais, sendo 1,5 milhão somente para o holograma”, contou a VEJA. Os valores elevados também tem a ver com o fato do filho do cantor não querer que sejam cobradas entradas para o evento, já que contará com ajuda de dinheiro público. “O Giuliano faz questão de seguir os princípios do pai. Ele quer homenageá-lo e não vendê-lo. E já que pretendemos usar a lei de incentivo, nada mais justo que a entrada ser franca”, completou Valéria.

Fantasmas – Chamada de Fantasma de Pepper, a técnica para criar hologramas foi criada há 150 anos por um ilusionista inglês, chamado John Pepper . No famoso caso do festival de Coachella, um vidro semirrefletor fora da vista do público, refletiu no palco a imagem de Tupac. Cada movimento foi criado pela Digital Domain com base nos acervos do artista. O mesmo deve ocorrer com Renato Russo, produzindo assim uma apresentação inédita do cantor, e não apenas uma reprodução de algo já feito por ele no passado.

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Brasília – A apresentação póstuma de Renato deve ocorrer na semana do dia 15 de junho, data da partida inaugural da Copa das Confederações no estádio em Brasília. A escolha do local não foi por acaso. Segundo o produtor executivo, André Noblat, a ideia é também celebrar a cidade natal do cantor. “Tudo está em fase de negociação, mas pretendemos convidar artistas como Marisa Monte, Samuel Rosa, Maria Gadú, Ivete, entre outros, para cantar canções do Legião Urbana. Queremos homenagear Renato, mas também queremos homenagear a cidade. Por isso a escolha de vários artistas nacionais para cantar Brasília”, disse Noblat e afirmou que o espetáculo deve virar um DVD.

Renato Russo – O cantor, morto em 1996 por complicações causadas pela aids, também tem outros três projetos atrelados a seu nome para este ano. Os filmes Faroeste Caboclo, baseado na canção homônima e previsto para estrear em maio, e Somos Tão Jovens, dramatização da história de Renato Russo, ainda sem data de estreia. E o documentário produzido também pelo filho do cantor, Giuliano Manfredini.

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