Filho de Jorge Vercillo revela ‘herança’ inusitada do pai
Vini conversou com a coluna GENTE sobre relação com músico
Vini Vercillo, 24, começou cedo a viver a música de perto. Ainda adolescente, por volta dos 13 ou 14 anos, passou a tocar profissionalmente e integrou a banda do pai, Jorge Vercillo, 57, convivendo com músicos mais experientes e acumulando apresentações em grandes palcos. A rotina, no entanto, teve um preço fora dos shows: Vini faltava tanto às aulas que repetiu dois anos e acabou concluindo os estudos por meio de supletivo. “Era um inferno. Você perde muito contato do que acontece. Todo final de semana as pessoas iam para uma festinha na casa de um amigo e eu não estava ali”, contou à coluna GENTE.
Depois de 12 anos como guitarrista da banda do pai, o jovem busca agora se afastar das comparações e encontrar uma identidade autoral. Fora dos palcos, porém, há pelo menos uma herança paterna da qual ele não faz questão de escapar: o interesse por ufologia, esoterismo e assuntos pouco convencionais. “Outro dia tive uma consulta com uma psicóloga e tive que explicar para ela: ‘Olha, vivo numa Matrix. Fui doutrinado com esoterismo, misticismo, ufologia e metafísica. Está tudo na minha cabeça’”. Segundo o músico, as conversas sobre esses temas sempre fizeram parte da rotina da família. “Tinha palestra lá em casa. Tive uma masterclass, tenho Harvard em projeção astral”, brincou.
O interesse foi tão longe que Vini conta já ter visto algo no céu que não conseguiu explicar. “Quando ele falava, achava que era loucura, porque ele estava vendo muito aquilo. Mas realmente apareceu uma bola de luz, que se dividia em duas e tinha uns movimentos. Pensei: ‘Ninguém vai acreditar que estou vendo uma coisa dessas, tenho que filmar’. E consegui gravar. Tenho o vídeo disso”, disse. O registro chegou a ser publicado em seu Instagram, para preocupação de um amigo, que questionou se aquilo poderia afetar sua imagem como artista. Vini, porém, não se incomodou.
Na música, pai e filho encontram mais diferenças. Enquanto Jorge transita pela MPB, Vini diz beber principalmente do rock e do rock progressivo, além de referências como os Beatles. A diferença já rendeu até uma bronca durante os anos em que tocava na banda do pai. Depois de colocar mais peso na guitarra durante um show, ouviu de Jorge: “Meu show não é rock, cara”. Agora, prestes a concluir seu novo álbum, com lançamento previsto para 25 de novembro, Vini tenta justamente firmar esse caminho próprio.
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