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Festival exibe ‘Cabra Marcado para Morrer’ restaurado

Por Da Redação 30 mar 2012, 09h45

Por AE

São Paulo – O evento mais importante do 17.º É Tudo Verdade está marcado para sábado, na Cinemateca Brasileira, onde será exibida a cópia restaurada de “Cabra Marcado para Morrer”, de Eduardo Coutinho, às 14 h. Após a sessão, haverá debate com Coutinho, os restauradores Patrícia di Filippi e Eduardo Escorel, e o cineasta Zelito Viana, produtor da obra.

Por mais vezes que você tenha visto “Cabra Marcado para Morrer”, jamais o viu nas condições perfeitas em que será exibido. A cópia é resultado de um formidável trabalho de restauração, que deixou como novo um filme feito em condições difíceis e cujo percurso acidentado o tornou ainda mais precário.

E, sim, há o filme em si, já visto por algumas gerações de admiradores, que se tornou, no imaginário do cinema brasileiro, sua obra documental máxima, uma espécie de “clássico dos clássicos”. Tanta reputação talvez sirva para coroar um trabalho, mas, paradoxalmente, pode embotar a sua recepção pelo efeito retrógrado da reverência. Por isso também será interessante ouvir o que Coutinho, após ter atingido o cume com o intimista “Jogo de Cena”, tem a dizer sobre essa obra densamente política.

A história da filmagem de “Cabra” daria um épico. Começa por reconstituir o assassinato do líder camponês João Pedro Teixeira, usando personagens reais na filmagem, inclusive a viúva de João Pedro, Dona Elizabeth Teixeira. Com o golpe de 1964, as filmagens são interrompidas, os integrantes da equipe fogem e Elizabeth desaparece. Dezessete anos depois, os negativos são reencontrados, a filmagem é retomada e Coutinho vai atrás dos personagens de outrora, descobrindo Dona Elizabeth no Rio Grande do Norte, sob outro nome. O filme é ato de resgate de uma saga política interrompida e de uma vida dilacerada pela voragem da História. Comovente. Lúcido. Indispensável. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CABRA MARCADO PARA MORRER

Cinemateca. Sábado, 14 h.

MIS. Domingo, 18 h.

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