Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Festival do Rio: longa discute as corrupções do dia a dia

‘O Fim e os Meios', de Murilo Salles, mostra a ascensão e queda de um publicitário e de uma jornalista em Brasília

Por Flávia Ribeiro
27 set 2014, 18h13

Ambientado em Brasília, com uma disputa pelo Senado como pano de fundo, O Fim e os Meios, novo longa de Murilo Salles (de Faca de Dois Gumes e Como Nascem os Anjos), fala de corrupção, mas não tanto dos grandes esquemas políticos que estampam as primeiras páginas de jornais – embora um deles seja importante para a trama. O que interessa ao diretor é mostrar as pequenas corrupções do dia a dia, as traições, o tão popular jeitinho brasileiro.

“Não é um filme-denúncia. É um olhar sobre como a corrupção afeta e corrói a alma de cada brasileiro. Vai em direção ao coração de cada um de nós. Todos os dias, a gente se vê diante das grandes questões da política, da grande corrupção. Mas o grande desconforto é pensar nas pequenas, na ideia de se dar bem, de tirar vantagem, de pegar atalhos”, diz Murilo.

Leia também:

Festival do Rio: confira os dez filmes mais aguardados

Continua após a publicidade

O Fim e os Meios tem sessões no Festival do Rio neste sábado, 27 de setembro, às 16h45 e às 21h45 no São Luiz 4. O longa conta a história de Paulo (Pedro Brício) e Cris (Cíntia Rosa), um publicitário e uma jornalista que ficam juntos algumas vezes e rompem quando ela engravida e ele reage mal à novidade. Depois do nascimento da filha, os dois reatam e vão para Brasília, onde ele cuidará da campanha de reeleição de um senador nordestino (Emiliano Queirós) e ela trabalhará na sucursal de seu jornal, cobrindo política.

O convívio entre política e imprensa e os bastidores do poder permeiam a jornada do casal. O filme inclui ainda um triângulo amoroso, que se forma quando o genro viúvo do senador, Hugo, interpretado com grande vigor por Marco Ricca, se envolve com Cris. “É um filme difícil, é um filme-problema. Não é um filme-solução”, avalia Murilo Salles. “Ao falar de corrupção, ele não fala sobre política, e sim sobre pessoas. Sobre o ser humano”.

Festival — Até o próximo dia 8 de outubro, o Festival do Rio vai exibir cerca de 350 filmes, de mais de 60 países. Os filmes estão divididos em 21 mostras, entre elas: Panorama, Expectativa 2014, Première Latina, Fronteiras, Midnight, Filme Doc, Geração, Itinerários Únicos e Meio Ambiente. Na Première Brasil, a principal, serão 41 longas e 28 curtas, entre documentários e ficção. Eles concorrem ao Troféu Redentor, eleito por voto popular e pelo júri oficial, composto pela atriz Malu Mader, a produtora Andrea Barata Ribeiro, o roteirista italiano Maurizio Braucci e o produtor britânico Mike Downey e presidido pelo diretor brasileiro Karim Aïnouz.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.