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‘Fear the Walking Dead’ recua no tempo para construir o caos

Série derivada do sucesso 'Walking Dead' tem estreia mundial neste domingo, com a promessa de apresentar uma história diferente e independente da original

Por Mariane Morisawa, de Los Angeles 23 ago 2015, 16h52

A série The Walking Dead, criada por Frank Darabont com base nos quadrinhos de Robert Kirkman e Tony Moore, caminha para a sexta temporada, em outubro, em meio a um sucesso estrondoso – o episódio final do quinto ano alcançou 15,8 milhões de espectadores nos Estados Unidos. Agora, os fãs vão ter a chance de ver o apocalipse zumbi de outro ângulo em Fear the Walking Dead, que estreia no Brasil e nos Estados Unidos neste domingo, às 22h, no canal pago AMC.

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The Walking Dead começa quando os mortos-vivos já dominaram a Terra. Fear the Walking Dead vai mostrar o início da epidemia que transformou a maior parte da população mundial em mortos-vivos. “Há uma ameaça, um perigo que cresce lentamente. Algo está para acontecer. É uma coisa meio Tubarão“, explicou o produtor Dave Erickson, também showrunner (supervisor dos roteiristas) da série, em encontro com a imprensa em Los Angeles.

A locação é diferente: em vez de Atlanta, Los Angeles. O personagem principal é o professor Travis (Cliff Curtis), separado e pai de um adolescente, que acabou de se mudar para a casa da namorada, a conselheira escolar Madison (Kim Dickens), viúva e mãe de outros dois garotos, o viciado em drogas Nick (Frank Dillane) e a esperta Alicia (Alycia Debnam-Carey). Gente normal, portanto, que possivelmente nunca pegou em uma arma na vida, ao contrário do policial Rick Grimes (Andrew Lincoln), da série original. “Sou só um professor de literatura inglesa. Não tenho nenhuma habilidade específica que possa me ajudar na situação”, disse Cliff Curtis, também presente ao evento de divulgação da nova série. “E os personagens não saberão que estão vivendo um apocalipse. Talvez haja motins, um bando de gente maluca. Não sabemos o que é. No começo, só atrapalha na hora de ir para o trabalho.”

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Segundo a atriz Kim Dickens, o espectador saberá muito mais do que as pessoas da série. “Mas é bacana o público passar pela experiência junto com os personagens, porque os primeiros momentos expõem um território inexplorado e mostram como as pessoas lidam com o que está ocorrendo.” Por isso, Kim, que tinha visto apenas alguns poucos episódios de Walking Dead, foi aconselhada a não assistir a mais nada para que a sua personagem transmitisse essa distância dos fatos. “Você sempre acha que alguém vai controlar a situação, que tudo pode acabar bem. Então, em muitos momentos apenas age normalmente.” A preocupação imediata de todos é reunir as pessoas amadas – isso inclui o filho de Travis, Christopher (Lorenzo James Henry), e sua ex-mulher Liza (Elizabeth Rodriguez)

https://youtube.com/watch?v=1ihtpGoYcok

Outra família é formada pelo imigrante Daniel Salazar (Ruben Blades), sua mulher Griselda (Patricia Reyes Spindola) e a filha do casal, a mimada Ofelia (Mercedes Mason). “Ofelia é meio filhinha de papai, bem feminina. Ao longo do seriado, descobre coisas que não sabia sobre seus pais”, contou Mason. “Mas ela não tem preparo nenhum para lidar com o caos, vai se meter em encrenca.” Como se trata de Los Angeles, o caráter multiétnico fica mais evidente. “Mas, quando há um apocalipse, trata-se de sobrevivência. Somos todos apenas humanos”, diz Elizabeth Rodriguez.

Dentro das próprias famílias existem conflitos. Nick, Alicia e Christopher não estão muito contentes com o namoro de seus pais, o que certamente vai trazer problemas na convivência forçada. O vício de Nick também vai proporcionar sua própria cota de dificuldades – de início, ele pensa que está louco ou sob efeito de alucinações causadas pela droga quando vê uma amiga transformada em morta-viva. “Mas viciados são engenhosos”, disse o ator Frank Dillane. “Fora que existe apenas um objetivo e um problema em sua vida: sua próxima dose e de onde virá. O resto não importa. Não tem vaidade, ego, nada disso.”

Segundo o produtor David Alpert, presidente da Skybound, empresa que publica a HQ Walking Dead e que ele mantém em sociedade com Robert Kirkman, a ideia é explorar as relações humanas dentro do caos que compõe a história, mais do que explicar o caos em si. “Para mim, é mais interessante saber como Travis e Madison lidam com o fato de terem de cuidar de um viciado, Nick, em pleno apocalipse. Essas são as questões em que focamos.” Também presente ao encontro em Los Angeles, Alpert concedeu uma longa entrevista ao site de VEJA. Confira:

Quanto há da série original em Fear the Walking Dead? Tentaram estabelecer distinções bem claras entre as duas? Nós nunca quisemos fazer um spin-off (uma série derivada, com os mesmos personagens ou pelo menos um dos personagens). Não queríamos fazer Joey (spin-off com o personagem de Friends). Então, chamamos de série acompanhante, sei que é um termo dissonante, mas tem sentido. É uma maneira de explorar o universo e dar aos nossos personagens o mesmo peso de qualquer um em The Walking Dead. Queríamos fazer algo que merecesse atenção por si só. E essa foi uma das razões pelas quais escolhemos Los Angeles: a oportunidade de crossover entre as duas séries seria limitada e também nos daria um ângulo totalmente diferente do apocalipse.

>>>LEIA AQUI O RESTANTE DA ENTREVISTA

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