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‘Família do Bagulho’: mais um besteirol americano

A comédia que estreia nesta sexta-feira mostra que ainda há espaço para filmes com humor raso e que se apoia em estereótipos para ganhar público. Em entrevista concedida pela Warner, Ed Helms, o Stu de 'Se Beber, Não Case', que faz uma participação no longa, defende que ele promove o 'trabalho em equipe'

Por Da Redação 27 set 2013, 07h22

Os 223 milhões de dólares que Família do Bagulho arrecadou até agora no mundo são um forte sinal de que o besteirol americano continua com tudo. As piadas rasas e preconceituosas continuam lá, assim como as reviravoltas impossíveis no roteiro e os palavrões e gestos obscenos que parecem uma tentativa desesperada de fazer rir. Com estreia no Brasil nesta sexta-feira, o filme tem direção de Rawson Marshall Thurber (Com a Bola Toda) e traz no elenco Jason Sudeikis e Jennifer Aniston.

Sudeikis é David Burke, um traficante de maconha que se envolve em uma briga para ajudar seu vizinho, o adolescente Kenny (Will Poulter), e tem seu estoque da droga e dinheiro roubados. Para saldar a dívida que tem com ele e de quebra ganhar alguns milhares de dólares, o fornecedor almofadinha de Burke, Brad (Ed Helms, de Se Beber, Não Case!), propõe que ele vá recolher um carregamento de erva no México. Sem saída, o traficante aceita e, para isso, finge ter uma família, formada por Kenny, sua vizinha Rose (Jennifer Anniston) e Casey (Emma Roberts), uma garota que fugiu de casa e desde então se abriga na residência de amigos. A ideia é que eles finjam ser um clã feliz em férias no México, a bordo de um trailer, para passar pela fronteira entre o país e os Estados Unidos sem levantar suspeitas.

Como era de se esperar, a tarefa não é executada sem dificuldades e o grupo se envolve uma série de confusões — o mote mais manjado dos roteiros americanos. Uma piada ou outra até se salva, mas a produção só vale a pena se a intenção do telespectador for a de não pensar em praticamente nada nos 110 minutos que passará dentro da sala de cinema.

Em entrevista concedida para a equipe da Warner, distribuidora do filme no Brasil, o ator Ed Helms falou sobre a sua relação com Sudekis e Thurber, sobre as semelhanças entre Brad e seu famoso personagem Stu, da franquia Se Beber, Não Case!, e sobre as gravações de Família do Bagulho, que para ele passa a mensagem de que é importante “trabalhar em equipe”. Só rindo, mesmo. Confira abaixo perguntas da entrevista, oferecida pela Warner:

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Como era o clima das gravações? Você, Jason Sudeikis e Rawson Marshall Thurber são engraçados. Vocês tiveram episódios parecidos com os do set de gravação da franquia Se Beber, Não Case!, em que um tentava fazer o outro rir? Eu não estava desde o começo nas gravações, é sempre divertido aparecer em um filme só para fazer uma participação. Às vezes, é difícil perceber o clima em que você está entrando. As pessoas estavam lá há seis semanas e estavam sempre pensando: “Como podemos fazer isso da forma mais engraçada e ridícula possível?” Jason e eu improvisamos juntos por muitos anos, na verdade. Nós nos apresentamos na Del Close Marathon, uma maratona de 72 horas seguidas de shows de improvisações. Jason, eu e nosso amigo Rob Riggle formamos um time de improvisação chamado The Satellites, cuja premissa era de três companheiros fãs do músico David Matthews esperando para entrar em um show dele. Nós fizemos isso uma vez ao ano, por dois ou três anos, então senti que tinha um ritmo relaxado com Jason. Eu realmente gosto de personagens amplos, bobos como Brad, principalmente porque ele tem uma orca no escritório.

Mesmo com todas as situações e personagens malucos, qual mensagem você acha que Família do Bagulho quer passar? Eu acho que é a de trabalho em equipe. Fiquem juntos e cumpram a tarefa. E não acredite em babacas como Brad Gurdlinger porque ele vai te prejudicar infinitas vezes.

Como foi trabalhar com Rawson? Ele aceita colaborações nos filmes? Ele é muito tranquilo e discreto, gosto muito do estilo dele. Ele aceita colaborações e nos falamos muito por telefone antes de a produção começar para falar sobre como o personagem agiria. Conversamos sobre figurino, o que é sempre divertido, porque é onde você começa a viver no personagem. Foi muito legal experimentar diversos figurinos para Brad e tentar descobrir qual seria a aparência dele.

Você acha que em algum universo Brad Gurdlinger encontraria Stu, seu personagem na franquia Se Beber, Não Case!? (Risos) Deus, eles não fazem parte do mesmo círculo social, de maneira alguma. Fico feliz por essa pergunta, porque ela mostra minha abrangência como ator. Mas, quer saber? Uma vez que Stu casou com Jamie Chung em Se Beber, Não Case Parte II, ele ficou mais estiloso e arrumado. Acho que ele poderia encontrar com Brad em alguma loja Jack Spade (roupas e acessórios), que eles frequentariam para parecer mais legais do que eles realmente são. Mas, de qualquer outra forma, eles são de mundos diferentes.

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