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Exposição exalta influência de Picasso nos artistas britânicos

Por Da Redação 13 fev 2012, 15h47

Viviana García.

Londres, 13 fev (EFE).- A influência que Pablo Picasso exerceu nos artistas britânicos é o tema de uma exibição da Tate Britain de Londres, que destaca a reputação que o pintor espanhol adquiriu no Reino Unido como figura reconhecida e controvertida.

Intitulada ‘Picasso e a Arte Moderna Britânica’, a exposição ressalta a ‘inspiração positiva’ que o pintor gerou em Duncan Grant, Wyndham Lewis, Ben Nicholson, Henry Moore, Francis Bacon, Graham Sutherland e David Hockney, destacou nesta segunda-feira Chris Stephens, o curador da mostra.

Composta por mais de 150 obras, 60 somente de Picasso, a mostra é divida em várias seções e por ordem cronológica, desde que o artista espanhol exibiu sua obra pela primeira vez nas Galerias Grafton de Londres, em novembro de 1910.

Com esta exposição, que abre ao público no próximo dia 15 e se estende até o 15 de julho, a Tate Britain procura mostrar o grande interesse dos britânicos por Picasso no século XX, que, segundo a mostra, era bem mais profundo do que se pensava até agora.

Segundo Stephens, o fato do pintor espanhol ter sido considerado como uma ‘nova e positiva inspiração’ não foi um ‘processo passivo’ por parte dos artistas britânicos, já que estes próprios encontraram em Picasso uma ‘figura única’.

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‘Tinha muita capacidade de invenção. Cada geração encontrou algo novo em Picasso. Cada artista encontrou algo diferente’, manifestou o curador, que ressaltou a capacidade que o pintor espanhol tinha para ‘se reinventar’.

Apesar de serem muitos os britânicos que se influenciaram em Picasso no século XX, os artistas escolhidos pela Tate Britain para esta mostra refletem a variedade e a vitalidade com que responderam a influência exercida pelo artista.

Entre as obras de Picasso, a exposição destaca ‘Cabeza de um Homem com Bigode’ (1912), exposta no Reino Unido antes I Guerra Mundial, quando o Cubismo começava a ser conhecido neste país através das obras do artista pós-impressionista Roger Fry.

Também aparecem ‘Homem com clarinete’ (1911-12), do Museu Thyssen-Bornemisza de Madri, ‘Mulher Que Chora’ (1937), ‘Mulheres na Argélia (1955) e ‘Natureza Morta com Bandolim’ (1924).

No entanto, a estrela da exposição é ‘Desnudo de Mujer en Sillón Rojo’, um retrato elaborado por Picasso inspirado em sua amante Marie Thérése Walter. Nesta obra, o rosto da mulher em questão é desenhado a partir de dois perfis: o da modelo e o da amante.

Em alguns casos, a influência de Picasso entre os britânicos foi tão grande que os especialistas afirmam que David Hockney visitou oito vezes uma grande exibição de Picasso no Tate, em 1960, quando o pintor britânico começou sua obsessão pela obra do criador do Cubismo.

Além de pinturas e esculturas, a galeria mostra fotos de Picasso em Londres em 1919, quando trabalhou na cenografia do ballet ‘O chapéu de três picos’. Após sua passagem pela Tate Britain, ‘Picasso e a Arte Moderna Britânica’ será exposta na Galeria Nacional Escocesa de Arte Moderna, em Edimburgo. EFE

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