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Especialista diz que barata fica boa com azeite e deve ser servida como canapé

Em VEJA desta semana, o criador de insetos se diz animado com a sugestão da ONU para combater a fome no mundo

Por Fabrício Lobel 18 Maio 2013, 10h24

Depois do anúncio da ONU, o senhor venderá insetos para consumo humano?

Infelizmente, minha produção hoje é toda voltada para o preparo de ração para aves e répteis. O Ministério da Agricultura não permite a venda de insetos para alimentação humana no Brasil. Mas eu estou pleiteando isso.

Qualquer inseto pode ser consumido?

Não. Tem de haver fiscalização do governo sobre os produtores, senão vai ter gente pegando qualquer barata para vender. Meu produto é de primeira qualidade. Totalmente limpo e rico em proteína.

No seu site, 14 gramas de baratas desidratadas custam 9,60 reais. Não é um produto caro demais para enfrentar a fome mundial?

É caro mesmo. A farinha de proteína de inseto custa 100 reais o quilo. Mas isso é porque minha produção é pequena, cerca de 1 tonelada por mês. Se eu produzir mais, o preço cairá.

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O senhor já comeu os seus insetos?

Claro, a gente não pode ter preconceitos. O mais gostoso é o tenébrio, uma larva de besouro. Fica uma delícia quando bem fritinho ao alho e óleo. Meus amigos dizem que tem gosto de camarão. O macarrão com grilo também é bom. A barata não tem um gosto característico, mas fica boa com azeite, para ser servida como canapé. Tem também o grilo coberto de chocolate, que fica crocante. As crianças adoram.

O senhor come inseto sempre?

Não. Ainda prefiro um bom bife malpassado.

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