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Em Ruanda, Angelina Jolie luta contra estupros de guerra

Enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a atriz vai se reunir com vítimas e criar ações para prevenir a violência sexual em situações de conflito

Por Da Redação 25 mar 2013, 13h08

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, e a atriz americana Angelina Jolie chegaram nesta segunda-feira a Ruanda para uma visita destinada a encorajar uma ação internacional contra o problema crescente e desatendido dos estupros de guerra, anunciou nesta segunda-feira o Foreign Office.

Hague e Jolie, enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), devem se reunir com vítimas, representantes das organizações que as apoiam e autoridades locais durante esta visita a Ruanda e à vizinha República Democrática do Congo (RDC).

“O estupro é utilizado frequentemente como uma arma de guerra em zonas de conflito em todo o mundo. Destrói a vida das pessoas e das comunidades da maneira mais horrível imaginável”, declarou Hague antes de viajar.

“No entanto, muitas vezes a comunidade internacional olha para o outro lado (…) Temos que acabar com esta cultura de impunidade. Chegou a hora de uma ação real, significativa, dos governos do mundo para dizer que o uso do estupro como arma de guerra é inaceitável, para levar os que cometem estes atos à justiça e acabar com o estigma dos sobreviventes”, acrescentou.

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Parceria – A visita conjunta do ministro e da atriz é uma continuação da colaboração que ambos iniciaram em maio de 2012 com o lançamento de uma campanha britânica para prevenir a violência sexual em situações de conflito. Hague converteu esta questão em uma das prioridades da reunião anual de ministros das Relações Exteriores do G8, que será realizada em abril em Londres.

Para Jolie, o objetivo da visita é “ouvir em primeira mão” as vítimas do conflito no leste da RDC, onde grupos rebeldes armados – apoiados, segundo a ONU, por Ruanda e Uganda – lutam contra o exército.

“Queremos identificar maneiras pelas quais a comunidade internacional pode ajudá-los a reconstruir suas vidas. Queremos aprender com sua experiência para ver como o mundo pode proteger milhares de mulheres, homens e crianças em risco de estupro em muitas outras zonas de conflito. E queremos persuadir os governos em todo o mundo para que concedam a este tema a atenção que merece”, disse Jolie.

Angelina Jolie, reconhecida por seus trabalhos humanitários, dirigiu um filme sobre a violência contra as mulheres durante a guerra da Bósnia (1992-95), Na Terra de Amor e Ódio, que estreou em 2012.

(Com agência France-Presse)

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