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Em ‘O Astro’, toda nudez será perdoada

Cenas de sexo, elenco com pouca roupa e adrenalina em alta: a fórmula da Globo para levar o Ibope do fim da noite às alturas

Por Da Redação 19 jul 2011, 16h35

Guilhermina Guinle pôde, na mesa de corte, dizer o que vai ao ar e o que deve ser descartado. Felizmente – para o público e para a Globo – ela não tirou muito (na edição)

Há coisas que só o ‘Astro’, o vidente, pode enxergar. Mas quem mantém os olhos bem abertos depois das 23h também tem conseguido ver coisas pouco usuais na TV aberta. Guilhermina Guinle em cenas de sexo, deixando os seios à mostra por alguns segundos, é uma delas. Na sexta-feira, foi a vez de Carolina Ferraz fazer Amanda, sua personagem, vestir um modelito esvoaçante e se despir para Herculano Quintanilha – e para o resto do Brasil.

O elenco repleto de belas mulheres e galãs das telenovelas – para citar alguns, estão na série ainda Alinne Moraes, Marco Ricca, Rodrigo Lombardi e Humberto Martins – vai mostrar mais. E uma das apostas é, mais uma vez, Guilhermina. Nos próximos capítulos, Beatriz, sua personagem, vai encontrar Neco (Humberto Martins) em uma sensual troca de pneu gravada no centro do Rio no fim de semana. Algumas imagens da atriz em um mini vestido verde, tão desolada quanto sensual à espera de uma ajuda para a tarefa já circulam pela internet.

A já famosa cena de Guilhermina com seios à mostra foi possível a partir de uma negociação proposta pelo diretor de núcleo Roberto Talma. A cena de sexo entre Beatriz e Samir (Marco Ricca) deveria ser registrada por quatro câmeras fixas, e Guilhermina deveria atuar como quisesse, e da forma mais convincente possível. Palavra do diretor.

Capturado o material, a edição passaria pelo crivo da atriz. Guilhermina pôde, na mesa de corte, dizer o que vai ao ar e o que deve ser descartado. Felizmente – para o público e para a Globo – ela não tirou muito (na edição).

Fazer o elenco tirar a roupa não chega a ser uma missão difícil. Mas com gente mais madura e consagrada a coisa se complica. O contexto – da trama e da história da trama – contribui. O Astro não é uma série qualquer. Trata-se de um marco da TV brasileira, de um remake comemorativo, de uma obra de Janete Clair. Quem não gostaria de aparecer – ainda que sem roupa – numa aposta desse porte?

Os autores da adaptação avisaram que haveria forte apelo sensual, e que o horário de exibição contribuía com essa ‘pegada’. Foi a partir da cena em que Guilhermina Guinle exibe os seios que a audiência percebeu com mais precisão o que queria dizer Alcides Nogueira, que divide com Geraldo Carneiro a autoria da série. Nogueira ressaltou a disposição de usar “o amor rasgado como referência atemporal”.

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Mantida a tendência da primeira semana, O Astro é um sucesso absoluto. Mais que isso: o Ibope da emissora é 50% maior que o da semana anterior à estreia da série. Em um momento em que começa na Record mais uma edição do reality-show A Fazenda, manter a adrenalina em alta pode ser uma boa estratégia. Até para quem fica acordado não necessariamente por amor à dramaturgia.

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