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Em novo ‘Thor’, sentimentos humanos dominam os deuses

Romance, relacionamentos familiares e o desejo de vingança formam a base para a nova aventura da Marvel

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
1 nov 2013, 06h48

Iniciada em 2011 com o filme Thor, a franquia da Marvel que conta a história do deus nórdico e seu inseparável martelo Mjölnir tem muito a agradecer ao bem selecionado elenco. Em Thor: O Mundo Sombrio, que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, o roteiro é levado com facilidade e qualidade pelos atores principais, representados por Chris Hemsworth (Thor), Anthony Hopkins (Odin), Natalie Portman (Jane) e um perfeito Tom Hiddleston (Loki).

Confortáveis na pele dos personagens, Hiddleston e Hemsworth, principalmente, mostram muito carisma e uma excelente química como irmãos, que ora se amam, ora se abominam – duplicidade essencial para o novo enredo. No primeiro longa, consideravelmente inferior a este, Thor tenta se descobrir enquanto passa um tempo banido na Terra. Já o segundo filme da saga se trata de uma sequência do final de Os Vingadores (2012), produção intermediária que deu aos dois atores visibilidade e a chance de desenvolver melhor a história.

Julgado e preso pelos crimes cometidos na Terra, Loki está na masmorra do castelo onde vive a família, em Asgard. Enquanto isso, a astrofísica Jane é vitima do alinhamento dos nove mundos e, sem querer, entra em um portal para ser possuída pelo Éter, mais uma incontrolável e perigosa força que pode acabar com o universo, papel representado anteriormente pelo Tesseract. O Éter desperta Malekith (Christopher Eccleston), um elfo negro megalomaníaco que leva seu exercito até Asgard, em busca de Jane e de vingança.

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A sucessão de eventos a partir deste ponto leva Thor a trair seu pai e a procurar Loki para propor uma parceria. O filme, então, ganha corpo e vitalidade. A interação dos dois personagens é capaz de provocar risos e tensão em questão de minutos. Com a aliança, o lado humano se sobressai aos estranhos figurinos e toda a pomposa fantasia proposta na mitologia da saga – aliás, um universo muito distinto dos demais heróis da Marvel. Entre o brega castelo dourado e portais que levam pessoas de um mundo a outro, Thor e Loki são movidos por sentimentos genuinamente terrenos, característica que levará o protagonista a um novo tipo de redenção.

Se no primeiro filme Thor encontra a maturidade e entende a responsabilidade de um dia se tornar rei, desta vez ele caminha para os braços da personagem Jane, o amor quase proibido e improvável entre um deus e uma mortal humana. O romance se torna o contraponto principal para as variadas cenas de ação, com menos lutas de espada, e mais naves e tiros. Como base de comparação, se Star Trek fosse escrito por J.R.R. Tolkien, criador de O Senhor dos Anéis, provavelmente a aventura intergaláctica se pareceria muito com Thor: O Mundo Sombrio. Mistura inusitada e perigosa, que por vezes funciona, em outras cansa.

Dirigido por Alan Taylor, que ousou ao acrescentar muito mais humor que o comum nos filmes da Marvel, o longa supera o anterior, mas ainda não consegue alcançar a qualidade da trilogia Homem de Ferro, por exemplo. No fim, duas cenas extras aparecem nos créditos. A primeira, acrescentada de última hora e que não foi dirigida por Taylor, é extremamente brega e não se conecta em nada com a longa. Dispensável e risível, o trecho parece uma produção barata de ficção científica dos anos 1980. Já a derradeira aparição dos personagens, após o término total dos créditos, tem charme, é divertida, e deixa uma brecha para a continuação de Os Vingadores 2 – A Era de Ultron, prevista para 2015.

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