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Elenco faz musical para apresentar ‘Guerra dos Sexos’

Comandada pelo diretor-geral Jorge Fernando, apresentação da nova trama das 19h teve participação especial de Fernanda Montenegro, a Charlô da novela original

Por Patrícia Villalba, do Rio de Janeiro 19 set 2012, 22h05

Silvio de Abreu promete uma novela nova, não um remake. “A mulher agora é presidente da República, imagine! Por isso elas chegam mandando mais e os homens parecem mais irritados”, diverte-se o autor

Na sala elegante de uma mansão, muito longe do colorido alegórico de Cheias de Charme, o elenco de Guerra dos Sexos fez uma entrada triunfal para apresentar à imprensa a nova Guerra dos Sexos, que ocupa a faixa das 19h da Globo a partir do dia 1º de outubro. Irene Ravache (Charlô), Tony Ramos (Otávio), Glória Pires (Roberta), Reynaldo Gianecchini (Nando), Edson Celulari (Felipe), Mariana Ximenes (Juliana), entre outros, desceram as escadas cenográficas montadas num dos estúdios do Projac como num número musical, cantando e dançando ao som da música de abertura da novela, regravada pelo The Fevers.

A apresentação, comandada pelo diretor-geral Jorge Fernando, teve participação especial de Fernanda Montenegro, a Charlô da novela original, escrita em 1983 pelo mesmo Silvio de Abreu que agora assina a adaptação. No encerramento do clipe com as primeiras cenas, diretor e autor apareceram refazendo a sequência da batalha de café-da-manhã que marcou a produção original – a nova, com Tony e Irene, já foi gravada e vai ao ar no capítulo 9. “Não foi difícil de gravar, só pelo fato de que eu estava sem lentes de contato. Difícil foi se limpar depois… O Tony, que tem muito pelo, sofreu com as cerejas grudadas no peito”, brincou a atriz.

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Silvio de Abreu escreve com um olho nos velhos capítulos e outro nas modernidades que pode inserir para injetar frescor na trama. “A novela começava com o anúncio de uma morte, no jornal. Agora, todo mundo fica sabendo disso pelo Twiter”, exemplifica. “Apesar dos mesmos nomes, os personagens são novos, e escritos especialmente para o novo elenco”, explicou o autor, que contou estar comendo só “arroz e purê de batatas” por causa da gastrite que o nervosismo da estreia lhe causa.

Pudera. Guerra dos Sexos é uma das novelas mais emblemáticas da história da teledramaturgia e recriá-la é um projeto de risco. “Quando pensei em refazê-la, a principal questão era o elenco. Como substituir Paulo Autran e Fernanda Montenegro? Mas depois que consegui Irene Ravache e Tony Ramos, vi que era realmente possível fazer”, conta ele, que começou a pensar num remake depois de escrever o roteiro de um longa-metragem baseado no sucesso da TV.

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Mais do que uma história, uma verdadeira novela-conceito, Guerra dos Sexos se ampara na disputa natural entre homens e mulheres, que pauta as peripécias dos protagonistas em torno da herança deixada pelos seus tios – não por acaso os protagonistas da primeira novela que, segundo se contará no primeiro capítulo morreram “de infarto duplo, numa noite de amor”.

Trinta anos depois, essa guerra se dá de uma maneira bem diferente daquela de 1983 e, por isso, Silvio e equipe são categóricos ao prometer uma novela nova, não um remake. “A mulher agora é presidente da República, imagine! Por isso elas chegam mandando mais e os homens parecem mais irritados”, diverte-se o autor. “O que fazemos aqui é usar as mesmas ideias para compor um produto totalmente novo.”

Mas as mulheres do elenco concordam que não há avanço que tenha superado o poder irritante de uma toalha molhada abandonada em cima da cama. E o homens do elenco dizem que ainda se espantam com a capacidade feminina de falar pelos cotovelos. “O que nós fazemos melhor do que elas? Tudo!”, resumiu Edson Celulari, demonstrando que entrou no espírito da novela – ele será o novo Felipe, papel que foi de Tarcísio Meira. “Sou fã do equilíbrio entre os sexos”, ponderou o par dele na história, Luana Piovani, a nova Vânia Trabuco, interpretada antes por Maria Zilda.

Apesar das mudanças mais do que necessárias aqui e ali, alguns pontos que compõem o DNA da trama, entretanto, devem permanecer intactos. O luxo, por exemplo, é usado com elegância e prudência, dispensando os exageros da estética “nova classe C”, que colore ao máximo produções de sucesso no momento, como Cheias de Charme e Avenida Brasil. Ambientada em São Paulo, a novela se passa numa loja de departamentos – a Charlô’s – que tem uma fachada idêntica à do Shopping Iguatemi, reduto da classe A e B paulistana. “Se eu posso citar alguma inspiração, foi a dos seriados americanos. É aquela elegância que não é montada, que você entende como elegante, mas não sabe bem por quê”, explica a figurinista Marília Caneiro. “Vai ser difícil passar isso, assim espremida entre as Empreguetes e Avenida Brasil, mas São Paulo pede essa elegância”.

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