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Ecad bate recorde de arrecadação com direitos autorais de músicas

Em 2017, órgão distribuiu cerca de 1 bilhão de reais a aproximadamente 259.000 artistas, um valor 37% mais alto do que no ano passado

Por Lucas Almeida 21 dez 2017, 20h09

Se há uma instituição que não pode reclamar de crise é o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), escritório privado responsável pela arrecadação e distribuição de direitos autorais na área musical. Nesta quinta-feira, eles anunciaram um aumento de 37% no valor repassado a artistas em 2017, em relação ao ano passado, um valor recorde, que ultrapassa o bilhão de reais.

Em 2016, o valor distribuído chegou a 784,5 milhões de reis. Este ano, o saldo foi de 1,082 bilhão, beneficiando cerca de 259.000 profissionais da música. Esse valor representa 85% da arrecadação. Associações de música ficam com 5%, enquanto o próprio Ecad retém 10% do total.

  • Criado em 1973, o órgão cataloga hoje 7,3 milhões de obras musicais e 5,4 milhões de fonogramas, contando todas as versões registradas de cada faixa. Entre destinatários dos cerca de 88.000 boletos de cobrança emitidos todos os meses, estão promotores de eventos, cinemas, emissoras de rádio e televisão, casas noturnas, restaurantes, lojas, hotéis, supermercados, bares, shoppings centers, companhias aéreas, salões de beleza, academias de ginástica.

    Na página do Ecad, é possível pesquisar quais as músicas e artistas mais ouvidos em shows, em casas noturnas e outros estabelecimentos e mídias. Nas rádios, por exemplo, Você Partiu Meu Coração, sucesso nas vozes de Anitta, Nego do Borel e Wesley Safadão, liderou em outubro na região Sudeste. Já This Is What You Came For, de Taylor Swift, foi a preferida, no mesmo mês, como som ambiente de estabelecimentos como consultórios médicos e bares de todo o Brasil.

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