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Documentário sobre Preta Gil reacende história do diamante feito com suas cinzas

Produção emocionante relembra o desejo especial da cantora e a homenagem única prestada por sua família

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jul 2026, 16h46 | Atualizado em 24 jul 2026, 16h57
Documentário sobre Preta Gil reacende história do diamante feito com suas cinzas Priorizar nos meus resultados Google

No documentário da Globo Preta — Eu Não Ando Só, da Globo, a cantora Preta Gil (1974-2025) quis eternizar sua batalha contra o câncer colorretal, além de mostrar os bastidores de sua vida pessoal. Um dos momentos mais marcantes da produção que estreou no dia 20 de julho na TV aberta e que agora está disponível no Globoplay é a realização de um dos desejos da artista: ter suas cinzas transformadas em diamantes para presentear seus familiares e amigos com quem ela dividiu a vida.

A história já havia sido apresentada pelo Fantástico, em novembro de 2025, mas voltou ao centro das atenções com o lançamento do documentário. Parte das cinzas da cantora foi encaminhada para Curitiba, onde a empresa brasileira The Diamond desenvolveu exclusivamente o diamante destinado à família Gil. Diferentemente das joias produzidas para amigos, essa peça teve todas as etapas realizadas em território nacional, sem a necessidade de envio do material para laboratórios no exterior.

Segundo Mylena Cooper, CEO da The Diamond, tanatóloga e especialista em experiências de despedida e memorialização, o caso de Preta Gil contribuiu para ampliar o debate sobre novas formas de preservar a memória de quem morreu. “A transformação laboratorial é a simulação do que acontece na natureza, só que com uma velocidade infinitamente maior”, explica a executiva ao detalhar o processo utilizado para criar o diamante memorial.

Como as cinzas se transformam em diamante

A fabricação da pedra começa com a extração e purificação do carbono ainda presente nas cinzas. Em seguida, esse carbono é convertido em grafite e submetido a um ambiente de altíssima pressão e temperatura, conhecido pela sigla HPHT (High Pressure, High Temperature), técnica que reproduz em laboratório as condições naturais responsáveis pela formação dos diamantes.

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Depois da cristalização, a pedra passa pelas etapas de lapidação, polimento e certificação. O resultado é um diamante de laboratório com propriedades físicas e químicas equivalentes às de uma pedra natural. Cada exemplar recebe um número individual de certificação e pode, ainda, ganhar uma gravação microscópica a laser com o nome da pessoa homenageada, visível apenas com equipamentos de ampliação.

Para Mylena Cooper, a criação da joia não representa o fim do luto, mas uma maneira de materializar a memória de alguém. “Humanizar o luto não é negar a dor. É reconhecer que, mesmo diante da morte, ainda existem amor, história e memória”, afirma.

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No caso de Preta Gil, o diamante tornou-se um símbolo da continuidade de sua presença entre familiares e amigos. Conhecida por cultivar relações intensas e reunir pessoas ao seu redor, a cantora deixou registrado o desejo de transformar parte de sua despedida em um objeto de memória permanente.

Com sede em Curitiba, a The Diamond é especializada na produção de diamantes memoriais a partir do carbono presente em cinzas de cremação, cabelos e pelos de animais. A empresa realiza todas as etapas do processo no Brasil, desde o recebimento e preparação do material até a formação da pedra, sua lapidação e certificação.

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Quanto custa ter suas cinzas transformadas em diamantes?

De acordo com a The Diamond, os valores são a partir de 3800 reais. A homenagem de Preta Gil, entretanto, foi um presente da empresa para a família Gil.

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