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Documentário põe tropicalismo em debate no Cine Ceará

Por Da Redação 5 jun 2012, 10h20

Por AE

São Paulo – O tropicalismo não acabou – ele continua vivo entre nós. Quem faz a afirmação é Gilberto Gil no documentário “Futuro do Pretérito – Tropicalismo Now”, de Ninho Moraes e Francisco César Filho, um dos competidores mais discutidos até agora no 22.º Cine Ceará. Pelo menos foi o que proporcionou o debate mais animado, com participação do elenco e do músico e ator André Abujamra, irreverente como de hábito. André é responsável pela releitura das músicas da Tropicália, em espetáculo no Teatro Oficina que serve de fio condutor ao longa.

“Tropicalismo Now” junta-se a outras obras que repõem no xadrez cultural o debate em torno do nacionalismo e da internacionalização das artes e das civilizações. Como o assunto não está resolvido, entram em cena filmes como “Uma Noite em 67”, de Ricardo Calil e Renato Terra, e o inédito “Tropicália”, de Marcelo Machado, que ainda o discutem. A polêmica de Roberto Schwarz e Caetano Veloso em torno do livro “Verdade Tropical” também não é gratuita.

O trunfo de “Tropicalismo Now” é atentar para o calor da discussão e turbiná-lo com vozes dissonantes, como as do dramaturgo Sérgio Carvalho, da Companhia do Latão, e o sociólogo Marcelo Ridenti. “Integrados à indústria cultural, os tropicalistas teriam perdido a veia contestatória do início, de acordo com essas interpretações divergentes”, diz Moraes. O diretor levanta a discussão para deixar ao público a conclusão. O tropicalismo encanta por sua faceta libertária, mas analistas sérios apontam falha no cristal, um insuspeitado viés conservador. Ao abrir o caminho para o pop, os tropicalistas teriam contribuído para a massificação (e mediocrização) contemporânea.

Até agora nenhum dos concorrentes superou “Violeta Parra Foi para o Céu” na preferência do público. Mas boas produções vêm surgindo, como o guatemalteca “Distância” e o mexicano “Data de Vencimento”. O cinema ibero-americano, de distribuição irregular, dá mostras de vida, e de criatividade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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