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Documentário mostra sombras do Bolshoi, com agressão a diretor

'Bolshoi Babylon' lembra o ataque ao russo Sergei Filin, que foi atingido por ácido sulfúrico em 2013

Por Da Redação 24 nov 2015, 16h22

Sergei Filin, o diretor russo de balé que ficou parcialmente cego após ser atacado com ácido em 2013, é o foco do documentário Bolshoi Babylon, do canal pago HBO, que mostra o outro lado de um mundo que a maioria das pessoas associa com glamour e beleza.

Na noite de 17 de janeiro de 2013, um agressor mascarado atirou ácido sulfúrico no rosto de Filin, então diretor artístico do Balé Bolshoi de Moscou, causando queimaduras graves e deixando-o cego de um olho. Em poucas semanas, o bailarino solista Pavel Dmitrichenko foi preso por ligação com o ataque, e mais tarde condenado a 6 anos de prisão por organizá-lo. Outro réu foi sentenciado a dez anos de encarceramento.

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Ao contrário de outros documentários sobre dança, Bolshoi Babylon mostra o lado nada glamoroso do balé: dor física, salários magros, carreiras de curta duração. O filme também analisa as circunstâncias do ataque, apresentando os protagonistas um por um, incluindo Dmitrichenko.

Ao mesmo tempo, o filme evita mostrar Filin como um mártir. Em vez disso, dá voz a bailarinos que o descrevem como preconceituoso e tirânico, e enfatiza o relacionamento tenso entre ele e o diretor-geral do Bolshoi, Vladimir Urin, indicado pelo Kremlin em setembro de 2013 para colocar ordem na casa. Ele e Filin tinham opiniões diferentes sobre como administrar a companhia.

“Nós certamente não tomamos partido: não há mensagem no filme”, afirmou o codiretor e produtor Mark Franchetti. “Mas quanto mais tempo passávamos dentro do prédio, mas percebíamos que Filin na verdade é uma figura bastante desagregadora e controversa dentro de sua própria companhia.”

De acordo com ele, foram necessários meses para fazer com que Filin concordasse em falar ao documentário, mas foi ele deu “a entrevista mais reveladora e sincera que já havia dado”.

(Com agência Reuters)

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