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Diretor de ‘O Exorcista’ mostra humor negro em Veneza

Com 'Killer Joe', o veterano William Friedkin, de 76 anos, volta em boa forma

Por Carlos Helí de Almeida, de Veneza 8 set 2011, 17h50

Ele é autor de títulos que revigoraram gêneros, como o thriller policial Operação França (1971) e o terror O Exorcista (1973). Mas, desde os anos 80, William Friedkin não consegue repetir a façanha de seus anos dourados em Hollywood. Longe das telas desde Possuídos (2006), seu mais recente fracasso de crítica e de público, o diretor americano mostrou ter recuperado a boa forma dos velhos tempos com Killer Joe, comédia de humor negro exibida nesta quinta-feira na competição do 68º Festival de Cinema de Veneza.

https://youtube.com/watch?v=Mo5YyZFdwTI

Revigorado pela boa recepção da plateia de jornalistas ao longa-metragem sobre um policial dublê de matador de aluguel, Friedkin demonstrou entusiamo e bom humor na coletiva de imprensa após a projeção. Durante o encontro, o realizador, de 76 anos, se ofereceu para cantar músicas sugeridas pela plateia e zombou de seu longo período sem filmar. “Não fiz filmes por falta de oferta. Os roteiros que me chegavam não tinham qualidade, não me interessavam. Preferi dirigir óperas”, lembrou o diretor, que estreia uma nova ópera em outubro, em Florença.

Em Killer Joe, Matthew McConaughey interpreta um policial que atua como matador de aluguel nas horas vagas. Ele é contratado por Chris Smith (Emile Hirsch), um traficante pé de chinelo para matar sua mãe para que sua irmã (Juno Temple) receba o seguro de vida dela. O plano recebe o apoio de seu pai (Thomas Haden Church), um sujeito que não tem onde cair morto, e de sua madrasta (Gina Gershon) mas, como a família não tem um tostão, oferece a virginidade da filha ao matador como pagamento.

O que ninguém espera é que o assassino profissional se apaixone pela inocente jovem. “Para mim, é como a história de Cinderela. A diferença é que a heroína descobre que o seu principe encantado é um matador de aluguel”, comparou Friedkin. O roteiro é uma adaptação de uma peça do ganhador do prêmio Pulitzer Tracy Letts, seu parceiro em Os possuídos. “Todas as mulheres procuram um príncipe encantado e, com frequência, acabam nas mãos de matadores de aluguel. Eu sei disso, porque fui casado quatro vezes! Estava atrás da minha Cinderela e acabei com algumas assassinas de aluguel”, disse o diretor, arrancando gargalhadas dos jornalistas.

VEJA TAMBÉM: Trailer de ‘O Exorcista’, de William Friedkin

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