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Diretor de filme sobre Grace Kelly se diz insultado por família real de Mônaco

O cineasta Olivier Dahan reclama de "drama" dos filhos da princesa e afirma que o longa não é uma cinebiografia: "É o meu direito à ficção"

Por Da Redação 11 Maio 2014, 13h18

O francês Olivier Dahan (Piaf – Um Hino ao Amor), diretor do filme Grace: A Princesa de Mônaco, que abrirá o Festival de Cannes, afirmou neste domingo se sentir insultado pelos ataques feitos ao filme pela família real de Mônaco, que alega que a história não corresponde à realidade. “Nunca pretendi fazer um cinebiografia. Não há nada que mereça causar um drama. Há coisas reais e outras inventadas: é meu direito à ficção. Mas quando leio em seu comunicado que tudo foi feito com fins comerciais, me sinto insultado”, declarou o cineasta em entrevista ao semanário Le Journal du Dimanche.

Dahan declarou que nunca havia passado por situação parecida, e reconheceu que não sabe o que preocupa os Grimaldi.

Em comunicado, a família monegasca diz não querer de modo algum estar relacionada a um filme que “não reflete a realidade”, e lamenta que sua história tivesse sido alvo de uma mudança com fins “puramente comerciais”.

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O filme, protagonizado por Nicole Kidman e que abrirá na próxima quarta-feira, dia 14, o Festival de Cannes fora de competição, começa em 1962, seis anos depois do casamento de Grace Kelly com Rainier III.

O momento, segundo Dahan, foi crucial para a estrela de Hollywood, já que nesse ano Alfred Hitchcock propôs a ela participar de seu novo filme, Marnie, Confissões de uma Ladra. Gracie, no entanto, não aceitou o convite, por ordem do Palácio.

A produção só chega aos cinemas em janeiro de 2015. Esse foi um dos motivos da reação do diretor: “Tenho certeza de que só viram o trailer”, criticou, sobre as ressalvas de Albert II e de suas irmãs, as princesas Caroline e Stéphanie, e acrescentando que não foi informado de que a família real pediu uma cópia do filme.

O cineasta defendeu que é um artista, “não um historiador”, e lembrou que o que o atraiu na história foi analisar a que parte de si mesma Grace Kelly teve que renunciar quando assumiu seu novo papel no Principado, onde, para Dahan, lançou a noção de “princesa moderna”.

(Com agência EFE)

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