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Di Ferrero: depois de enfrentar a Covid-19, o susto com o ciclone bomba

Recuperado da doença, cantor falou sobre seu novo lançamento, a parceria com Thiaguinho e narrou como foi vendaval que atingiu Florianópolis, onde vive

Por Felipe Branco Cruz - Atualizado em 7 jul 2020, 10h45 - Publicado em 7 jul 2020, 10h22

Di Ferrero passou por um baita susto na terça-feira, 30, após um ciclone bomba atingir Florianópolis, em Santa Catarina. O cantor mudou-se para a cidade durante a quarentena com a mulher, Isabeli Fontana, e os dois enteados. A casa deles foi atingida pela tempestade, quebrando vidros e destelhando parte do lugar. “Ainda estamos sem luz”, disse o cantor que conversou por telefone com VEJA na última quarta-feira, 1º, para divulgar o lançamento de seu novo projeto, o EP Di Boa Sessions 1, gravado em parceria com Thiaguinho. “Estou segurando a bateria do celular aqui para falar com você. Foi bem assustador ontem [terça-feira]. Graças a Deus ninguém se machucou aqui em casa, mas a tempestade matou dez pessoas na cidade. Uma tragédia”, disse.

O susto vivido na noite anterior, no entanto, é o oposto do que canta Di em seu novo projeto. No EP, ele regravou com Thiaguinho a música Ligação, do NX Zero, e No Mesmo Lugar, recente lançamento de sua carreira solo. “A ideia é transformar o Di Boa em uma festa. Pretendo convidar vários amigos e até fãs para cantar comigo músicas variadas, desde Evidências, até hits do Legião Urbana, do Charlie Brown Jr. e da Fresno”, contou.

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O EP Di Boa Sessions é apenas o primeiro de vários que Di pretende lançar nos próximos dias, sempre em parceria com os amigos. O artista adianta que vai convidar o colega de NX Zero, Gee Rocha, e também Lucas, vocalista da Fresno. “Estou escolhendo por afinidade pessoal, para confraternizar. O Gee é meu parceiro de composição, um irmãozão. Provavelmente vamos regravar algo juntos, mas não sei te responder se vamos voltar a sair em turnê com o NX Zero. Eu ainda tenho muita coisa para lançar e estou muito empolgado”, revelou.

Di está aproveitando a quarentena para produzir sem parar, especialmente depois de ter sido contaminado em março pelo novo coronavírus e quase ter perdido a voz. “Meu caso foi bem complicado. Fiquei com medo de perder a voz. Minha garganta ficou muito ressecada. Cordas vocais você não troca como se troca corda de violão. Graças a Deus, eu me recuperei”. Após melhorar, Di compôs a faixa Vai Passar, sobre a epidemia. Na letra, ele canta: “Tudo vai passar/ E logo a gente volta a se abraçar”. “Estou produzindo muito. Estou numa fase muito criativa. Depois que melhorei, a primeira coisa que fiz foi pegar um violão. Aqueci a voz e escrevi essa música em meia hora”, lembrou.

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Para o cantor, poder falar de música nesse momento é uma válvula de escape em um momento que só vemos notícias ruins por aí. “Tivemos nuvem de gafanhotos, ciclone bomba, e tantas mortes. Lançar uma nova música com boas mensagens é essencial agora”, completa.

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