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Defesa diz que mostrará ‘coisas feias’ sobre Michael Jackson no tribunal

Segundo o advogado da produtora AEG Live, acionada pela família do cantor, caso deverá abordar diferenças entre o lado público e o privado do músico

Por Da Redação
30 abr 2013, 09h53

O embate judicial entre a família de Michael Jackson e a produtora AEG Live, que havia contratado o músico para a turnê para a qual ele ensaiava quando morreu, em 2009, promete trazer à tona alguns segredos do cantor. Pelo menos, é isso o que promete a defesa do caso.

O advogado da produtora AEG Live, Marvin Putnam, afirmou nesta segunda-feira que o caso vai expor “coisas feias” sobre o astro. “É um caso sobre o que é público e o que é privado; sobre o que mostramos ao mundo e o que não queremos que o mundo veja nunca”, declarou, em sua alegação de abertura. “Com Michael Jackson, o público e o privado são dois mundos muito distintos”. “Vamos expor coisas feias (…) Não será uma imagem bonita”, disse.

Julgamento – No primeiro dia do julgamento, que acontece em Los Angeles, o advogado da família do músico, Brian Panish, acusou a produtora de shows AEG de colocar suas ambições acima do bem-estar do cantor. Disse, ainda, que a produtora agiu com negligência ao contratar o médico Conrad Murray para cuidar dele antes e durante os shows, ignorando o vício do cantor em medicamentos e drogas. Murray, que está preso, foi condenado em 2011 por homicídio culposo do cantor por fornecer ao astro uma dose letal de sedativo.

Segundo o advogado, o interesse do Anschutz Entertainment Group (AEG) era se tornar o maior produtor de eventos musicais do mundo, com os shows da turnê This is it, que Michael faria em Londres, antes de sua morte em 2009. Panish negou ainda o que vinha sendo divulgado pela imprensa americana, que a família estaria pedindo indenização de 40 bilhões de dólares. Segundo ele, o valor correto é de 1,5 bilhão de dólares. A quantia corresponde à renda que os filhos de Michael deixarão de receber devido à morte do pai. Em relação à compensação por danos emocionais, o advogado disse ao júri: “Isso são vocês que vão decidir”. “Michael Jackson, o doutor Conrad Murray e a AEG Live: cada um teve um papel no resultado final, que foi a morte de Michael Jackson”, afirmou. “Mas sem a AEG nada disso teria ocorrido”.

Justiça – A ação está sendo movida pela mãe do astro, Katherine Jackson, de 82 anos, em nome dos filhos dele — Prince, de 16 anos, Paris, de 15, e Blanket, de 11. A mãe alega que a empresa pressionou seu filho para que ele estivesse pronto para os shows. Já a AEG Live se defende, alegando que o cantor tinha um histórico de abuso de medicamentos muito antes de conhecer Murray.

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Os dois filhos mais velhos poderão ser convocados a testemunhar. Também podem ser convocadas algumas estrelas ligadas a Michael, como Quincy Jones, Diana Ross e Spike Lee, além de suas duas ex-mulheres, Lisa Marie Presley e Debbie Rowe. Murray também pode ser convocado, mas já disse em uma entrevista que não comparecerá em juízo para não atrapalhar os passos do recurso apresentado por seu advogado contra sua detenção.

Michael Jackson morreu em sua mansão em Los Angeles, em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, vítima de uma overdose de Propofol, ministrada por Murray. O objetivo, segundo o médico, era ajudar o cantor a lidar com sua insônia crônica. Na época, o artista estava no meio dos ensaios para os 50 shows que daria em Londres, todos organizados pela AEG.

(Com agência France-Presse)

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