🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 5,99/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

De Xuxa a Neymar, os famosos que viraram objeto de pesquisa acadêmica

Sandy não é a primeira estrela midiática a despertar interesse em universidades

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 ago 2026, 10h00 | Atualizado em 24 ago 2026, 12h05
De Xuxa a Neymar, os famosos que viraram objeto de pesquisa acadêmica Priorizar nos meus resultados Google

Sandy ganhou um papel fora dos palcos ao se tornar objeto de pesquisa científica. No entanto, ela está longe de ser a única celebridade a despertar o interesse de pesquisadores acadêmicos. Ao longo dos anos, artistas, apresentadores e até jogadores de futebol foram parar no centro de dissertações de mestrado e teses de doutorado. E os temas investigados vão muito além de suas carreiras, passando por consumo, redes sociais, fama e alcance. Parte disso é reflexo do empenho dos Estudos Culturais, um campo de estudo aberto que une várias áreas para entender como a cultura e o poder funcionam na vida das pessoas. Eles surgiram no Reino Unido na década de 1950, com grande força na Universidade de Birmingham nos anos 1960. A seguir, alguns famosos brasileiros que viraram objetos de pesquisa aprofundada.

Xuxa Meneghel, por exemplo, foi tema da dissertação de mestrado em Comunicação Social da PUC-Rio de Vanessa Patrícia Monteiro Campos. Intitulada Querer, poder e conseguir – O processo da socialização para o consumo: o caso Xuxa (2006), a pesquisa analisou sua relação com o consumo infantil. O trabalho investigou como as narrativas publicadas sobre a apresentadora em revistas para o público adolescente, entre 1986 e 1992, ajudaram a transformá-la em referência de consumo para uma geração de crianças.

Neymar também foi outra personalidade que chegou às bancas de mestrado. Em Ostentação e masculinidade hegemônica no futebol: um estudo sobre as postagens de Neymar no Instagram (2022), dissertação apresentada porNey Aluxan Perote Vasconcelos no mestrado em Comunicação Social da Universidade Paulista (Unip), analisou 46 publicações do camisa 10 no Instagram para investigar a relação entre ostentação, consumo e masculinidade hegemônica, incluindo o lazer com os “parças”. O estudo, que também analisou a construção do Neymar como marca, concluiu que a exposição de riqueza, poder e sucesso nas redes também funciona como estratégia de marketing pessoal.

Anitta virou objeto da dissertação de Deyvidy Michael Cortez da Silva, defendida em 2025 no mestrado em Ciências da Linguagem, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Em A construção da imagem de Anitta no programa “The Tonight Show”: um estudo sobre estratégias pragmáticas, o pesquisador analisou a participação da cantora no The Tonight Show, de Jimmy Fallon, para entender como estratégias de linguagem, como humor, cortesia e atenuação, contribuíram para a construção de sua imagem pública. A cantora, aliás, é o atual foco do pesquisador que estudou Sandy.

Continua após a publicidade

Pabllo Vittar também foi tema de uma dissertação de mestrado. No trabalho Pabllo Vittar no Instagram: comunidade LGBTQI+ e a performatividade drag queen nas redes sociais (2020), apresentado por Vitor Henrique de Souza Cruz no Programa de Comunicação e Semiótica da PUC-SP, foram analisadas publicações da artista entre 2018 e 2020, com especial atenção ao videoclipe de Não Vou Deitar (2019). A pesquisa investigou sua atuação como agente de coletividade e resistência da comunidade LGBTQI+, além das discussões sobre gênero, sexualidade e consumo.

(Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente)

Continua após a publicidade

A lista inclui ainda Ivete Sangalo, que foi objeto da dissertação A Gestão dos Ídolos Pop em Tempos de Transição da Indústria Musical: os estudos de caso da Axé music e das performances musicais de Ivete Sangalo (2015), de Thiago Ramires da Costa, do mestrado em Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre a gestão de sua imagem como ídolo pop e a maneira como suas performances contribuíram para sua permanência no mercado musical.

Até Chacrinha (1917-1988) foi objeto de estudo. Na dissertação Programas do Chacrinha: inovação da linguagem televisual (2010), apresentada por Cleber Vanderlei Rohrer no curso de mestrado em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, sua trajetória foi analisada a partir das inovações que ajudaram a consolidá-lo como uma figura singular da televisão brasileira.

Um dos casos mais recentes envolveu o empoderamento de Ludmilla. A cantora foi tema da tese de doutorado de Paula Guimarães Simões no programa de pós-graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em janeiro de 2026. Em Dispositivo de empoderamento: poder e resistência na construção da celebridade Ludmilla, a pesquisadora investigou como visibilidade, sexualidade e racialidade atravessam a construção da artista como celebridade e de que maneira essa exposição pode se converter em instrumento de resistência.

Continua após a publicidade

Outros nomes que também já chamaram a atenção de pesquisadores incluem Silvio Santos, FaustãoMadonna, Caetano Veloso e Fernanda Montenegro. É apenas uma pequena amostra. A fama, além de audiência, também pode render análise.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).