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Dayse, do ‘MasterChef’: ‘Tem mulher sonsa, cozinha pede ogra’

Cozinheira disse que o público sentiu mais machismo na competição do que ela própria, e que já está calejada com a opressão masculina

Por Rafael Aloi Atualizado em 14 dez 2016, 17h04 - Publicado em 14 dez 2016, 15h59

Dayse Paparoto foi a campeã da primeira edição do MasterChef Profissionais, a versão para graduados do principal reality show da Band. Durante o programa, a cozinheira se viu no meio de diversas controvérsias em que muitos espectadores enxergaram machismo, pela forma como a candidata era tratada por seus adversários homens, principalmente por Ivo, que já foi seu chefe em um restaurante de São Paulo. O tema também esteve presente na final da competição, exibida nesta terça-feira, com discursos de Paola Carosella e Ana Paula Padrão que tocaram na ferida.

Superalegre com a vitória, e rindo bastante, Dayse disse que não sentiu tanto preconceito assim durante a competição. “O público se doeu mais do que eu”, diz a participante ao site VEJA. “O ambiente na cozinha é muito duro. É quente, machuca, é pesado. Por isso é que os homens se destacam mais. As mulheres não podem ser mulherzinhas, ter mimi. É um ambiente masculino por esse motivo. Ela precisa ser tão forte quanto os homens. Precisa ser ogra, durona”, completa.

  • Dayse enfrentou o arrogante Marcelo na grande final. O concorrente chegou até a desvalorizar a competência da agora campeã, e foi criticado por suas ações, consideradas sexistas pelo público em vários episódios. Quando a apresentadora Ana Paula Padrão revelou as notas que cada um recebeu pelos oito pratos apresentados na final, o cozinheiro ficou seis pontos atrás da colega e saiu com a cara fechada do palco, sem esconder o descontentamento com o resultado.

    A grande final do MasterChef Profissionais atingiu 9 pontos de audiência na Grande São Paulo, deixando a Band na vice-liderança por 59 minutos. O programa registrou 7,4 pontos de média.

    Confira abaixo a entrevista completa com Dayse, a campeã do MasterChef Profissionais:

     

    Você esperava chegar tão longe na competição? Não esperava mesmo. Mas agora que foi, vou é comemorar (risos).

    Qual foi a maior dificuldade no programa? Foram os três minutos de mercado. Desesperador. Eu não ligo muito para o que falam de mim ou comigo.

    Como era cozinhar com tantas câmeras ao redor? É difícil. Não tem nada a ver com cozinha. É muito estressante. Mas a gente vai aprendendo e ficando mais relaxada, até que entra no clima certo.

    E como foi competir com um ex-chefe? É estranho, né. Um chefe sempre vai ser um chefe, nunca vira um colega. Todo momento que ele estava lá, eu só conseguia vê-lo como meu chefe. Eu o tratava sempre com respeito.

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    Você contou que já levou tapa na cara de um ex-chefe, como foi isso? O chefe que eu tinha pegava muito pesado, e ele dava esses tapas na cara e eu tinha que engolir a seco. O ambiente na cozinha é muito duro. É quente, machuca, é pesado. Por isso que os homens se destacam mais. As mulheres não podem ser mulherzinhas, ter mimi. É um ambiente masculino por esse motivo. Ela precisa ser tão forte quanto os homens. Precisa ser ogra, durona.

    Você teve alguma grande inimizade no programa? Não morria de amor por ninguém, mas também não bati de frente com ninguém lá.

    O machismo foi um tema dominante nessa temporada, inclusive com discursos durante a final. Como você viu tudo isso? Ah, meu, se a galera foi machista ou não, depende da opinião de cada um. O público se doeu mais do que eu. Isso é uma coisa que a gente enfrenta na cozinha faz tempo. Eu já estou bem calejada. Aguento isso há anos. Fui aprendendo a ser cada vez mais forte.

    Mas existe um preconceito quando uma mulher chega na cozinha? Pode ser que haja. Mas é como disse, um ambiente pesado. Tem mulheres que são muito sonsas, não pode ser tão assim devagar. Acaba prejudicando a imagem das outras.

    Teve algum outro episódio que você sofreu na cozinha? Teve uma vez que me queimei com o óleo do risoto. Quase caiu a pele da minha mão, e o chefe continuou berrando para eu entregar o prato logo, nem podia cuidar do machucado.

    Algum desses episódios foi com o Ivo, você teve algum problema enquanto trabalhava para ele? Meio complicado comentar isso. Você me deixa em maus lençóis. Prefiro não falar.

    Quais os seus próximos passos agora, que é campeã? Eu entrei no programa com o foco de pagar meu apartamento. Objetivo alcançado. Vamos ver o que vai acontecer agora. Famosa eu estou. Dei várias entrevistas. O negócio é chique.

    Você brincou durante a final, dizendo que espera um pedido de casamento. Já recebeu alguma proposta? Ainda não. Mas não podia perder a oportunidade em rede nacional, estando solteira. Tá cheio de homem aí, vamos ver se aparece algum, né.

    Já tem plano para abrir um restaurante próprio? Se tiver alguém com uma grana aí, demorô! Vamos investir.

    E para trabalhar aí na Band, já tem alguma negociação? [Falando alto] Estou aqui esperando o convite pra fazer a Prévia. Tô falando bem alto para ver se alguém aqui escuta. Ouviram? Se alguém quiser, eu tô livre.

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