Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Datas: o leilão recorde de Frida e a morte de Terence Wilson

Obra foi arrematada por 34,9 milhões de dólares — o valor mais alto de um artista latino-americano levado ao martelo

Por Da Redação Atualizado em 4 jun 2024, 13h20 - Publicado em 19 nov 2021, 06h00

Pintado em 1949, cinco anos antes da morte de Frida Kahlo, o autorretrato Diego e Eu sempre foi considerado uma janela para a intimidade perturbadora da mexicana e atalho para a compreensão de seu casamento turbulento com o muralista Diego Rivera. Ele aparece no quadro a óleo logo acima dos olhos tristes da companheira. Em 16 de novembro, a Sotheby’s de Nova York leiloou a obra por 34,9 milhões de dólares — o valor mais alto de um artista latino-americano levado ao martelo. O recorde anterior era de uma peça do próprio Rivera, em 2018, vendida pelo equivalente, hoje, a 10,7 milhões de dólares, considerada a inflação. “A obra de Frida é um magnífico trabalho tardio, de um tempo em que seu sofrimento físico se intensificou e sua pintura se tornou errática”, disse a curadora Adriana Zavala.

O nome do proprietário de Diego e Eu não foi revelado — quem o arrematou foi o bilionário argentino Eduardo Costantini, do ramo imobiliário, criador do Museu de Arte Latino-­Americana (Malba), em Buenos Aires. Em 1995 ele provocou comoção no Brasil ao arrematar o Abaporu, de Tarsila do Amaral, ícone do modernismo brasileiro. Costantini levou Tarsila por 1,3 milhão de dólares. Vale, hoje, pelo menos 40 milhões de dólares. O portenho, contudo, diz que nunca o negociará.

A voz do reggae britânico

SUCESSO - Wilson: voz agradável em Red Red Wine, da banda inglesa UB40 -
SUCESSO - Wilson: voz agradável em Red Red Wine, da banda inglesa UB40 – (Gerardo Mora/Getty Images)

No fim dos anos 1970, o descontentamento com a profunda crise econômica produziu no Reino Unido respostas em forma de cultura — nos escombros da dureza do cotidiano brotaram bandas de punk rock como Sex Pistols e The Clash. Em 1978, veio ao mundo o reggae do UB40, nascido em Birmingham. O nome da banda faz referência a um formulário emitido para as pessoas reivindicarem benefícios de desemprego — o Unemployment Benefit Form 40. Não demorou para que a voz agradável de Terence Wilson, um dos vocalistas, também conhecido como Astro, atraísse multidões. E atire a primeira pedra quem, naquele tempo e ainda hoje, não dançou com uma versão em pegada de ska de Red Red Wine, cover de um artista jamaicano. A música foi incluída no álbum de covers de 1983 do UB40, Labor of Love, e uma versão reduzida lançada como single virou sucesso discreto. Cinco anos depois, a versão mais longa explodiria. Ali Campbell é o vocalista principal em ambos, mas a versão estendida inclui o timbre característico de Wilson. Ele morreu em 6 de novembro, de causas não reveladas pela família, aos 64 anos.

Publicado em VEJA de 24 de novembro de 2021, edição nº 2765

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.