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Datas: a despedida de Mick Rock e Jay Last

E o preço alto que Kevin Spacey terá que pagar após denúncias de assédio sexual

Por Da Redação Atualizado em 26 nov 2021, 08h00 - Publicado em 26 nov 2021, 06h00

A música pop sempre foi, e sempre será, para ser ouvida, mas também para ser vista. Não há como escutar os clássicos dos anos 70 e 80 — de David Bowie a Lou Reed, de Queen a Madonna — sem pensar nas fotografias das estrelas feitas pelo britânico radicado nos Estados Unidos Mick Rock. Suas lentes eram o filtro de um tempo extravagante, feito de exageros em cores ou preto e branco. Ao conviver com os grandes nomes, Rock se tornou um deles — e a intimidade é que o autorizou a fazer registros tão próximos, tão sinceros. “Fui atraído pelos bons, pelos maus e pelos perversos”, chegou a dizer em entrevista para o documentário Shot! O Mantra Psico-­Espiritual do Rock, de 2016, dedicado a sua vasta obra. Ele morreu em Nova York, em 18 de novembro, aos 72 anos, de causas não reveladas.

Zero de conduta

O ASSEDIADOR - Spacey: condenado a pagar multa de 31 milhões de dólares -
O ASSEDIADOR - Spacey: condenado a pagar multa de 31 milhões de dólares – Scott Eisen/Getty Images

Daria um bom episódio final de House of Cards. O ator americano Kevin Spacey precisará pagar algo em torno de 31 milhões de dólares à produtora MRC, da série que protagonizou até ser demitido em decorrência de denúncias de assédio sexual. A decisão é de outubro de 2020, mas só foi tornada pública em 22 de novembro. No documento, a MRC detalha as acusações e deixa claro: “Spacey rompeu com determinações estabelecidas nos acordos de atuação e produção executiva que estabelecem os padrões para sua conduta no local de trabalho, incluindo a violação da política de assédio”.

Um dos pais do Vale do Silício

Em 1956, o americano Jay Last, que terminava seu doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foi convidado por William Shockley, premiado com o Nobel depois de ter inventado o transistor, para juntos montarem um laboratório de semicondutores na região de Palo Alto, na Califórnia. As coisas andavam razoavelmente bem até que Last e um grupo de outros sete funcionários da empresa — os “oito traidores” — começaram a se incomodar com a postura autocrática de Shockley, que anos depois ficaria conhecido por sua absurda e criminosa teoria de que os negros eram geneticamente inferiores aos brancos. A turma deixou a companhia e, da defecção, inaugurou a Fairchild Semiconductor, em 1957 — considerado o marco zero do que seria o Vale do Silício e o mundo como o conhecemos hoje, regido por empresas como a Apple e o Google. Last morreu em 11 de novembro, aos 92 anos, em Los Angeles.

Publicado em VEJA de 1 de dezembro de 2021, edição nº 2766

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