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Da música ao cinema, 9 vezes em que Beethoven dominou a cultura pop

As principais sinfonias de Beethoven já foram usadas como trilha sonora de filmes, inspiraram composições musicais e até deixaram o Sistema Solar

Por Felipe Branco Cruz Atualizado em 11 dez 2020, 16h15 - Publicado em 11 dez 2020, 11h40

A genialidade de um artista é medida pela grandeza de sua obra, mas também por sua capacidade de transcender a sua área de atuação e avançar com naturalidade por outras searas. Foi assim com Albert Einstein, Pablo Picasso, e também com Ludwig van Beethoven. Neste mês, o mundo celebra os 250 anos de nascimento do gênio alemão, compositor de obras imortais como a Nona Sinfonia e Sonata ao Luar. Algumas influências de Beethoven na cultura pop são evidentes, como no filme Laranja Mecânica, em que o personagem Alex DeLarge tem a Nona Sinfonia como uma das suas músicas favoritas. Outras, não são tão claras assim, como na música Because, dos Beatles. A seguir, relembre a presença do compositor na música, no cinema e até em propagandas de TV.  

Roll Over Beethoven, Chuck Berry

Um dos criadores do rock and roll, Chuck Berry, compôs em 1959 o clássico Roll Over Beethoven (depois regravado pelos Beatles) como uma forma de “homenagem” ao compositor alemão. Na tradução, o título significa algo como “se revire na cova, Beethoven”, como se Berry estivesse dizendo que a música clássica é passado, o negócio agora é rock and roll. E na sequência da letra ele ainda provoca outro compositor: “And tell Tchaikovsky the news” (E conte a Tchaikovsky a novidade).

Laranja Mecânica

Dirigido por Stanley Kubrick, o filme Laranja Mecânica (1972) conta a história do jovem Alex DeLarge, uma pessoa violenta que se diverte praticando atos de agressão gratuita nas ruas da cidade. Na história, Alex é fã de Beethoven e usa a música para se inspirar. Preso, ele é submetido a um tratamento experimental do doutor Ludovico em que o quarto movimento da sinfonia é utilizado para condicioná-lo a não praticar mais crimes violentos, passando a sofrer dores físicas ao ouvir música clássica. 

Duro de Matar

A discussão se o filme Duro de Matar (1988) é ou não um filme de Natal jamais será superada. O fato é que o clássico de ação estrelado por Bruce Willis, e dirigido por John McTiernan, usou um trecho da Nona Sinfonia, a Ode à Alegria, como trilha sonora do momento em que o vilão Hans Gruber (Alan Rickman) consegue abrir o cofre no edifício Nakatomi Plaza. O diretor explicou que a escolha da música ocorreu após ele ter ouvido a mesma composição em Laranja Mecânica

Because, dos Beatles

Uma das músicas mais singelas dos Beatles, creditada a dupla Lennon-McCartney e lançada no álbum Abbey Road (1969), Beacuse foi inspirada na Sonata ao Luar, de Beethoven. Yoko Ono, que estudou piano clássico na juventude, estava tocando a música quando John Lennon a escutou. O ex-beatle, então, pediu para a sua mulher tocar os acordes invertidos, do fim para o começo, em seguida ele fez alguns ajustes harmônicos e compôs a letra. 

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Harlem’s Nocturne, de Alicia Keys

A pianista novaiorquina Alicia Keys inovou e fez muito sucesso em todo o mundo ao misturar piano clássico com hip-hop. A faixa Harlem’s Nocturne, uma das suas composições mais conhecidas, que abre o álbum The Diary of Alicia Keys, foi inspirada em Sonata ao Luar, de Beethoven. 

Embalos de Sábado a Noite

O clássico filme da era disco, Embalos de Sábado a Noite (1977), com John Travolta e Karen Lynn Gorney, tem uma cena em que o personagem Tony Manero entra na discoteca ao som da Quinta Sinfonia, de Beethoven, remixada com guitarras e beats eletrônicos, deixando-a mais dançante e com um irresistível suingado.

Moonlight, do Viper

A banda paulistana de heavy metal Viper, que fez muito sucesso no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, usou Sonata ao Luar, de Beethoven, para compor um de seus principais hits, Moonlight, do álbum Theatre of Fate, de 1989. O grupo revelou o vocalista André Matos, morto em junho de 2019, que ganhou notoriedade internacional ao fundar também os grupos Angra e Shaman. 

Propaganda de barbeador

Até na publicidade a música de Beethoven já serviu de inspiração. Nos anos 1980 e 1990, o comercial do barbeador Prestobarba usava o clássico trecho da Quinta Sinfonia para explicar a ação da lâmina dupla. A primeira faz “tchan”. A segunda faz “tchun”. E, então: “tchan, tchan, tchan”. 

Fora do Sistema Solar

A sonda Voyager, enviada pela Nasa ao espaço em 1977, é hoje o objeto humano que está mais distante da Terra, oficialmente fora do Sistema Solar. Dentro da sonda está gravado um disco de ouro com diversos sons da Terra, que servirá de mensagem para alguma inteligência alienígena que a encontrá-la. Entre eles, há duas composições de Beethoven: o primeiro movimento da Quinta Sinfonia e o Quarteto de Cordas, nº 13. Op. 130.   

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