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Corpo de Dalí retorna a museu após processo de paternidade

O corpo do artista foi exumado em julho passado em consequência do processo de paternidade apresentado por Pilar Abel, uma vidente que dizia ser sua filha

Por agência France-Presse 16 mar 2018, 12h00

O corpo do pintor espanhol Salvador Dalí, exumado em julho para um exame de DNA determinado por um processo de paternidade, retornou ao Teatro-Museu de Figueras, anunciou nesta sexta-feira a fundação que administra o patrimônio do artista, gênio do surrealismo.

A restituição do corpo, sepultado sob a cúpula do museu catalão, começou na tarde de quinta-feira e terminou durante a madrugada, informou a Fundação Gala-Salvador Dalí em um comunicado. A instituição indicou que a operação aconteceu “de maneira a preservar a intimidade e a memória do mestre”. O pintor foi re-enterrado na presença de um notário e de um legista.

O corpo do artista, nascido em Figueras e falecido na mesma localidade em 1989, foi exumado em julho em consequência do processo de paternidade apresentado por Pilar Abel, uma vidente que afirmava ser fruto de uma relação entre sua mãe e o pintor de quadros como A Persistência da Memória ou Enigma sem Fim.

Para retirar o corpo, foi necessário levantar uma pedra de mais de uma tonelada que protegia o sarcófago de madeira maciça, com o objetivo de extrair dois ossos compridos, cabelos e unhas. O DNA dos restos mortais foi examinado por um instituto de toxicologia e Madri. Os resultados do exame de DNA foram desfavoráveis à vidente.

O caso teve muita repercussão na Espanha e em Figueras em particular, com novas especulações sobre a sexualidade de Dalí, que foi casado com Gala, ex-mulher do poeta francês Paul Éluard, e não teve filhos.

A Justiça condenou a vidente, de 61 anos, a pagar os custos do processo, mas ela se declarou insolvente e apelou da decisão. Procurada, a Fundação Gala-Salvador Dalí não informou o valor.

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