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Corpo de Bolaños deixa Cancún para velório no Azteca

Criador do personagem Chaves, morto aos 85 anos, será velado no domingo, no estádio que tem capacidade para mais de 100 000 pessoas

Por Da Redação 29 nov 2014, 17h08

O corpo do humorista mexicano Roberto Bolaños, criador e intéprete dos célebres personagens Chaves e Chapolin, deixou Cancún rumo à Cidade do México na tarde deste sábado. Ele morreu na sexta-feira na casa onde vivia com a esposa Florinda Meza, intérprete da personagem Dona Florinda no seriado. O velório de Bolaños será realizado no domingo, às 14h (horário de Brasília), no Estádio Azteca, onde a seleção brasileira conquistou o tricampeonato mundial na Copa de 1970. O local tem capacidade para mais de 100 000 pessoas.

De acordo com o jornal mexicano El Universal, o corpo de Bolaños deixou a residência onde estava sendo velado em uma cerimônia familiar por volta do 13h (horário de Brasília). Escoltado por policiais, o cortejo fúnebre contou com a participação de fãs de diversas idades. Antes de embarcar, Florinda Meza conversou brevemente com jornalistas. “Obrigada por todo o apoio que deram ao meu Robert”, afirmou, bastante abatida, segundo o jornal local Excélsior. Do Aeroporto Internacional de Cancún, o corpo será levado a Toluca, antes de chegar à capital do país.

Carro transporta corpo do comediante mexicano Roberto Bolaños, criador do personagem Chaves, em Cancun
Carro transporta corpo do comediante mexicano Roberto Bolaños, criador do personagem Chaves, em Cancun VEJA

Ainda neste sábado, haverá uma missa para convidados e familiares na sede da Televisa, a emissora mexicana que transmitiu os programas de Bolaños. Pela manhã, familiares do humorista utilizaram a conta oficial de Bolaños no Twitter para agradecer pelas manifestações de carinho enviadas de todas as partes do mundo. “Em nome da família, obrigado por tanto amor. Esperamos vocês amanhã no Estádio Azteca a partir das 12h, para nos despedirmos. Os Gómez.”

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O ator estava aposentado havia dez anos, mas isso não impediu que se adaptasse aos meios de comunicação mais modernos e se tornasse um fã das redes sociais, tornando-se o mexicano com mais seguidores no Twitter – mais de 6,6 milhões. Após sua morte, a televisão mexicana emitiu mensagens de luto com um “Obrigado para sempre, Chespirito (seu apelido no México)”, como despedida a um artista que engrandeceu sua história com os personagens da vila do Chaves e as aventuras do heroico Chapolin Colorado.

O menino pobre do barril, que usava boné com tapa orelhas, foi lembrado por muitas personalidades mexicanas, desde o presidente do país, Enrique Peña Nieto, até seus companheiros de viagem na vila, Édgar Vivar (Senhor Barriga), María Antonieta de las Nieves (Chiquinha) e Rubén Aguirre (Professor Girafales). “Roberto, não se vá, você permanece em meu coração e nos corações de todos aqueles a quem você levou alegria. Adeus Chavinho, até sempre”, disse Vivar.

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​”Chespirito” – Bolaños nasceu em 21 de fevereiro de 1929 na Cidade do México. Era filho de Elsa Bolaños-Cacho, secretária, e Francisco Gómez, pintor, desenhista e cartunista em jornais. Ele estudou engenharia, mas nunca seguiu a carreira.

Começou a trabalhar em uma agência de publicidade aos 22 anos e, algum tempo depois, tornou-se roteirista, escrevendo para programas de rádio e televisão, além de filmes para o cinema.

O apelido “Chespirito”, um diminutivo adaptado para o espanhol do sobrenome do dramaturgo inglês William Shakespeare, foi dado pelo diretor de cinema Agustín Delgado por sua inesgotável imaginação e sua baixa estatura, de pouco mais de 1,60 metros.

Em 1968, conseguiu seu primeiro espaço próprio na TV, de meia hora aos sábados à tarde, onde nasceram suas primeiras séries: Los Supergenios de la Mesa Cuadrada e El Ciudadano Gómez.

Para o ano de 1970, seu espaço se duplicou com a série Chespirito, de esquetes de humor. Foi ali que nasceram personagens como Chapolin Colorado e Chaves.

Tanto o personagem do super-herói como o do menino peralta tiveram tanto sucesso que passaram a protagonizar suas próprias séries. Em 1973, os dois programas já eram exibidos em quase toda a América Latina.

Entre os personagens que criou se destacam o Seu Madruga, a Bruxa do 71, a Chiquinha, Quico, Jaiminho “o Carteiro”, o Professor Girafales, o Botijão, assim como a Dona Florinda e Chimoltrúfia, ambas interpretadas por sua esposa, Florinda Meza.

En nombre de la familia, gracias por tanto amor. Los esperamos mañana en el Estadio Azteca a partir de las 12, para despedirlo. Los Gómez.

– Roberto G. Bolaños (@ChespiritoRGB) 29 novembro 2014

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