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Confirmados shows de Paul McCartney em SP, ES e DF

Em São Paulo e Brasília, ingressos vão custar de 220 reais a 700 reais

Por Da Redação 13 out 2014, 11h54

Estão confirmados, enfim, os shows que Paul McCartney fará no Brasil este ano. O ex-beatle traz de novo a turnê Out There! para apresentações em Caricacica, no Espírito Santo (10 de novembro, no Estádio Kléber Andrade), Brasília (23 de novembro, no Estádio Nacional Mané Garrincha) e São Paulo, (25 de novembro, no Allianz Parque, o novo estádio do Palmeiras — talvez a melhor notícia de um torcedor do time este ano). Macca, como é chamado pelas fãs, vem pela Planmusic, responsável pelos convites anteriores ao roqueiro.

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Tudus.com.br

A pré-venda de Brasília acontece uma semana depois, no dia 21 de outubro, a partir das 6h. Também vai durar 24h e também será feita pelo site Tudus.com.br. No dia seguinte, começa a venda geral, mais uma vez pelo site Tudus.com.br e pela bilheteria física do Mané Garrincha (Setor de Recreação Pública Norte, s/nº Asa Norte, Portão S – 5 / N1). A bilheteria funciona diariamente, das 10h às 18h, exceto em dias de jogo.

Em São Paulo, a pré-venda acontece por 24 horas a partir das 6h de 16 de outubro, pelo site Tudus.com.br. No dia seguinte, todos poderão comprar ingressos pelo mesmo site ou na bilheteria do Estádio do Pacaembu (rua Itápolis, bilheteria do tobogã, lado ímpar), das 10h às 18h.

The Rolling Stones

Apenas dois anos após o surgimento dos Beatles, outro grupo britânico despontou para o mundo do rock para ser o seu grande rival: os Rolling Stones. Traçar uma comparação entre as duas bandas é até os dias de hoje algo tão controverso quanto discutir política ou religião, no entanto, as duas tem pesos distintos e importantes para o estilo. Enquanto Beatles ficou marcado pela histeria das fãs e o estilo de bons moços, os Stones são os pais do rock rebelde, devido à atitude e ao figurino despojado composto por jaquetas e calças jeans. Foram eles também um dos pioneiros a adotarem o famoso lema do “sexo, drogas e rock n’ roll”.

Elvis Presley

Dizer que Elvis Presley foi a fagulha inicial para o rock não é nenhuma heresia. O galã de voz grossa é até mesmo considerado o Rei do estilo. Com a carreira iniciada em 1954, o músico colocou um rebolado controverso para a época e um vocal marcante naquela nova mistura de blues e country recém batizada de rock n’ roll. Elvis Presley, ao lado de Carl Perkins, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash e Buddy Holly, é precursor de um dos primeiros – se não o primeiro – sub-gênero do rock, o rockabilly. Ele, no entanto, se destaca dos demais de sua época pelo estilo vocal, visual, performático, além de ser o artista solo com o maior número de discos vendidos com mais de 1 bilhão de cópias no mundo todo.

 

https://youtube.com/watch?v=3MHkgwA8t-g

The Beatles

Formado em 1960, os Beatles podem não ser considerados os criadores do rock, mas é inegável a importância do quarteto de Liverpool para as futuras gerações. Ao longo dos dez anos de carreira, o grupo formado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr bebeu das mais diversas fontes e variou entre gêneros até então inovadores dentro do rock, desde o ritmo mais pop e romântico do início da carreira, passando pela rebeldia e a psicodelia da metade para o final da carreira. Tal versatilidade sonora fez com que os Beatles abrissem um leque de bandas influenciadas que vão desde Ramones a Oasis, passando por Nirvana e Metallica. A idolatria recebida pelo quarteto também foi algo marcante na época e deu origem o termo Beatlemania, criado para descrever o intenso frenesi causado pelos fãs, em sua maioria, garotas adolescentes. Algo semelhante – ou até pior –  com o que acontece hoje em dia com artistas como Justin Bieber e boybands como o One Direction.

 

Pink Floyd

O laboratório musical criado pelo Pink Floyd desde o seu surgimento em 1965 deu origem ao que seria chamado de rock progressivo. O som psicodélico e experimental, marcado por longos solos de guitarra com ecos e sintetizadores, incluído em álbuns conceituais como The Wall e Dark Side of the Moon influenciou uma leva incontável de bandas, como Rush, Queen, Radiohead, Nine Inch Nails, entre outras. O conjunto liderada por Roger Waters também é conhecido por ser um dos pioneiros a realizarem shows com cara de espetáculos grandiosos, com um jogo de luzes, imagens e sons capaz até de deixar os músicos em segundo plano.

 

https://youtube.com/watch?v=9Q7Vr3yQYWQ

Led Zeppelin

Donos de um dos maiores hinos do rock, Stairway to Heaven, o Led Zeppelin é considerado o embrião da febre que passaria a ser conhecida como heavy metal. O grupo britânico formado em 1968 pode ter enveredado entre diferentes estilos ao longo da carreira, como blues, folk, hard rock, reggae, rock progressivo e funk, mas foram os vocais agudos de Robert Plant e os solos de guitarra melódicos e riffs marcantes de Jimmy Page que abriram as portas para o surgimento de bandas como Metallica, Black Sabbath, Dream Teather, Megadeth, entre as outras centenas divididas em inúmeros sub-gêneros do metal.

Janis Joplin

Fenômeno na segunda metade da década de 1960, a carreira de Janis Joplin foi curta, mas durou tempo o suficiente para deixar um legado indiscutível para o rock. Acompanhada por um ritmo que misturava blues com influências do rock progressivo e psicodélico, a cantora teve como característica mais marcante sua voz rouca, com agudos difíceis de serem igualados. Seu destaque em uma época em que o rock era praticamente dominado por homens também faz de Janis um dos ícones mais importantes para a explosão de bandas de rock formadas por mulheres que surgiriam nos anos seguintes, como The Runways, grupo que revelou Joan Jett, Blondie, Patti Smith, além de nomes do soul e do blues como Amy Winehouse e Joss Stone.

The Clash

O movimento punk, no que se refere à atitude, sonoridade e ideais, foi sendo modelado entre o final da década de 1970 e início de 1980 por grupos como Ramones, Sex Pistols, Dead Kennedys, Black Flag, entre outros. No entanto, o The Clash é até hoje considerado o grande precursor do estilo que encaixa hinos da rebeldia em poucos acordes distorcidos de guitarra. A simplicidade dos arranjos, as letras revolucionárias e politizadas com tons de protesto e o jeito largado de se vestir, com jaquetas de couro e roupas rasgadas, foram as principais características trazidas ao mundo pelo grupo formado originalmente formado por Joe Strummer, Mick Jones, Paul Simonon e Nicky Headon em 1976.

Nirvana

Pode se dizer que Kurt Cobain se inspirou em todos os grupos citados anteriormente, acrescentou uma poesia depressiva e linhas de guitarra sujas para se destacar com sua banda, o Nirvana, como um dos criadores do movimento grunge entre o final da década de 1980 e início de 1990 ao lado de Alice In Chains, Pearl Jam e Soundgarden. Com a voz rouca de seu líder e vocalista e letras que falavam sobre morte, rebeldia adolescente e até estupro, o trio, que tinha na formação o baixista Krist Novoselic e o então baterista Dave Grohl, surgiu como uma esperança para o rock em uma época em que as rádios eram dominadas pelo pop e a disco music dos anos 80. Além disso, Cobain, mesmo que acidentalmente, acabou se tornando um ícone fashion ao fazer das roupas compradas em brechós, como camisetas de flanela, jeans rasgados e tênis All Star, uma tendência entre os jovens da época e no mundo da moda até os dias de hoje.

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Green Day

Considerar o Green Day como uma das maiores bandas da história do rock é controverso, principalmente para os mais saudosistas, no entanto, sua influência entre meados da década de 1990 e 2000 é indiscutível. Formado em 1987 nos Estados Unidos, o trio composto por Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool manteve a simplicidade e a rebeldia do movimento punk, mas acrescentou melodia e temas que fugiam de assuntos como política e causas sociais – pelo menos antes do revoltado American Idiot, de 2004. Essa fusão deu origem ao chamado pop punk, que trouxe para o mundo inúmeras bandas que seguiam a mesma linha, a maioria delas oriundas da Califórnia, como Blink 182, The Offspring, Fall Out Boy, Millencolin, Sum 41, entre outras.

The Strokes

Os Strokes podem não ter sido os inventores do indie rock, que recebeu essa denominação na década de 1980 em referência às bandas independentes e dissociadas de grandes gravadoras, como The Smiths, New Order, The Stone Roses, The Jesus and Mary Chain, entre outras. O grupo liderado por Julian Casablancas, no entanto, foi um dos mais importantes no início dessa nova era do rock também denominado de indie, que despontou para o mundo nomes como Arctic Monkeys, The Black Keys, Kasabian, Franz Ferdinand, Kings of Leon, Kaiser Chiefs, entre outros que, em tempos de YouTube, parecem surgir a cada semana. A sonoridade traz influências claras do rock alternativo e do grunge e se caracteriza pela presença de riffs de guitarra acelerados, batidas dançantes com um pé na música eletrônica e vocais largados e agudos em sua grande maioria.

 

Década de 1950

O rock n’roll deu seus primeiros passos entre o final da década de 1940 e início da de 1950, quando a fusão de estilos como country, blues, R&B e música gospel resultou em uma sonoridade original. Protagonistas dessa primeira fase, marcada pelo chamado rockabilly, Elvis Presley, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis, Bill Haley, Chuck Berry e Buddy Holly estão entre os que embalaram o ritmo nascido nos Estados Unidos. De todos os nomes, no entanto, Elvis foi o que mais se destacou. Seu estilo vocal, visual e performático surpreendeu o público, a crítica e também os pais, que o consideravam uma má influência para os filhos. Seu reinado é único até hoje. Elvis é o artista solo com o maior número de discos vendidos na história: mais de 1 bilhão de cópias no mundo todo.

Década de 1960

Nos anos 1960, o rock começa a ganhar o mundo. Ao longo da década, grandes bandas, cantores e cantoras — como Beatles, Rolling Stones, The Doors, Janis Joplin e Jimmy Hendrix — despontaram com som e atitude pautados pelas mudanças culturais que sacudiam o mundo. Empunhando lemas como “paz e amor” e “sexo, drogas e rock n’ roll”, artistas e fãs se reuniram em eventos como o até hoje emblemático Festival de Woodstock, em 1969, que recebeu gente como Hendrix, Janis, Joe Cocker e The Who. Outros nomes importantes despontaram na década, como The Doors, Bob Dylan e Led Zeppelin, que influenciou o surgimento do heavy metal nos anos seguintes. 

No Brasil, o rock n’ roll tem sua semente plantada por bandas como Os Mutantes, formada por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, e pela Jovem Guarda, capitaneada por Roberto e Erasmo Carlos, Renato e Seus Blue Caps e Golden Boys, entre outras bandas.

https://youtube.com/watch?v=pOe9PJrbo0s

Década de 1970

A década de 1970 começou cinza com a perda de alguns ídolos do rock, como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison, que morreram praticamente em sequencia em menos de um ano, entre setembro de 1970 e julho de 1971. Mas as tragédias não impediram que outros grandes nomes surgissem, assim como diferentes vertentes. Uma delas foi o heavy metal, liderada por grupos como Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath, junto com seu irmão festeiro e mais melódico, o hard rock, que colocou no mundo gigantes como AC/DC, Queen, Aerosmith e Kiss. O rock psicodélico, ou progressivo, apesar de surgir no final da década de 60, ganha força um pouco depois nas mãos de Pink Floyd, Yes, Supertramp e Genesis, com suas músicas repletas de longos solos de guitarra, teclados e sintetizadores. Em contrapartida, em meados de 1970 a rebeldia e o anarquismo colocaram apenas três acordes em uma guitarra para dar a luz ao movimento punk, que explodiu na Inglaterra e nos Estados Unidos com grupos como Ramones, The Clash, Sex Pistols, Dead Kennedys e o The Stooges.

No Brasil, o punk ganha força com Inocentes, Cólera, Restos de Nada, entre outras. Os anos 70 também foram o berço de outros grandes músicos, como Ney Matogrosso e sua banda, os Secos & Molhados, além do mestre Raul Seixas.

Década de 1980

Nos anos 1980, o rock começa a dividir o espaço entre as multidões com o pop e a dance music, que explode graças a astros como Michael Jackson e Madonna. A fusão entre os dois estilos acabou desencadeando vertentes mais dançantes, como o new wave e o rock alternativo, que fez despontar grupos como Talking Heads, The Smith, The Police, The Cure e New Order. Além do pop rock, guiado pelo U2, o A-Ha e Duran Duran. Ainda na linha do hard rock, outras grandes bandas começam a ganhar destaque, entre elas o Guns N’Roses, Bon Jovi e Def Lepard. No início da década, surge a MTV, que passa a ser a principal emissora de TV especializada em música, e com ela os videoclipes, que deram novo impulso ao gênero.

No Brasil, a década de 1980 pode ser considerada a mais forte e mais importante. A principal fonte de bandas foi a ainda jovem cidade de Brasília, onde apareceram Aborto Elétrico, espécie de semente da Legião Urbana e do Capital Inicial, os Paralamas do Sucesso e a Plebe Rude, entre outros grupos. Longe da capital federal, outras bandas despontaram no cenário nacional, como Titãs, e seu super grupo de nove integrantes, Ira! e Ultraje a Rigor.

Década de 1990

Outras fusões de estilos colocaram bandas no estrelato entre o final dos anos 1980 e início dos 90. Apesar de formado em 1983, foi em 1991 que o Red Hot Chili Peppers ficou conhecido no mundo todo como um dos precursores da mistura de hard rock e funk, receita de sucesso já comprovada por grupos como Faith No More e Living Colour. No entanto, vale dizer que 1990 foi a década do grunge. Em resposta ao pop, à disco music e a outros ritmos dançantes que dominavam as rádios, jovens de Seattle, com suas camisas de flanela, tênis All Star e calças rasgadas, começaram a criar bandas com um som mais pesado, obscuro, repleto de referências ao heavy metal e ao punk. Entre os principais nomes da cidade, estão Pearl Jam, Soundgarden, Alice In Chains e Nirvana, que, após a morte do líder Kurt Cobain em 1994, viu seu baterista Dave Grohl se tornar um ícone do rock com o Foo Fighters. Um pouco desgastado, o punk ganhou sobrevida com uma vertente que gerou certo preconceito entre os saudosistas da época: o pop-punk. Grupos como Green Day, Blink 182, The Offspring e Millencolin injetaram melodia e versos sobre festas e relacionamentos em um som antes calcado em temas politizados. A década ainda foi marcada pela explosão do britpop na Inglaterra, com bandas como Blur, Oasis e Travis.

A toada de bandas de rock brasileiras continuou nos anos 1990, com a explosão de grupos controversos, como o Planet Hemp e o Pavilhão 9, e de outros que caíram no gosto do público por misturar rock com bom humor, como Mamonas Assassinas e Raimundos. Entre outras bandas de sucesso que viriam a influenciar as gerações seguintes, estavam o Charlie Brown Jr., Chico Science e Nação Zumbi, O Rappa, Jota Quest e Skank.

Década de 2000

Os anos 2000 podem ser considerados o berço do atual indie rock. Os Strokes podem não ter sido os inventores do estilo, que recebeu essa denominação na década de 1980 em referência a bandas independentes como The Smiths, New Order, The Stone Roses e The Jesus and Mary Chain. O grupo liderado por Julian Casablancas, no entanto, foi um dos mais importantes da leva que despontou para o mundo com nomes como Arctic Monkeys, The Black Keys, Kasabian, Franz Ferdinand, Kings of Leon e Kaiser Chiefs. Apesar do relativo sucesso, o período teve os primeiros sinais de desgaste da fórmula do rock, deteriorado pelo aparecimento de grupos como Coldplay, Maroon 5. A situação do pop-punk, por sua vez, decai com o nascimento do emocore, liderado por grupos como My Chemical Romance, Good Charlotte e Simple Plan, com suas músicas extremamente sentimentais e depressivas.

A tendência do emo também ganhou força no Brasil, com bandas como Fresno e NXZero. O esgotamento do rock nacional ficou ainda mais evidente com grupos que conquistaram o estrelato por um breve período, como Detonautas Roque Clube, CPM 22, Pitty, Forfun e Cachorro Grande, que seguem em atividade, mas basicamente restritos aos fã-clubes.

Década de 2010

Já se passaram quatro anos desde o início da década e pode-se dizer que nada de inovador se criou dentro do rock. O cenário atual é dominado pelo indie rock e o pop rock – isso quando esses subgêneros aparecem nas paradas musicais. Entre os grandes nomes de hoje, estão Arctic Monkeys, The Black Keys, Kings of Leon, Muse e Arcade Fire.

No Brasil a situação é ainda mais crítica. Boas bandas continuaram surgindo, ou ganhando força no cenário nacional, como Vivendo do Ócio, Vanguart e Vespas Mandarinas, mas quem realmente conseguiu emplacar hits nas rádios e chamar a atenção – muito pelas suas roupas – foram as chamadas bandas coloridas. A vertente alegre do emocore trouxe um lote de grupos que – felizmente – já não têm mais tanta relevância agora, como Cine, Restart e Hori, que tinha Fiuk como vocalista.

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