O gênero que tem salvado o mercado editorial brasileiro
Livros de terror e graphic novels registraram alta expressiva nas vendas
Entre o ano passado e este, o mercado editorial brasileiro apresentou um crescimento expressivo. Considerando apenas o 6º período de 2026, houve um aumento de 10,4% no volume de livros, superando a marca de 5 milhões de exemplares vendidos. Em valor, o crescimento movimentou mais de R$ 264,4 milhões, sendo ficção o gênero mais forte atualmente.
Segundo relatório divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o primeiro semestre deste ano já apresentou resultados melhores do que 2025, com crescimento de 13,3% no faturamento. Entre os gêneros, a ficção cresceu significativamente, enquanto obras de ‘não-ficção trade’, ou seja, livros informativos voltados ao público geral – como biografias, finanças, ciência e história –, e de ‘não-ficção especialista’, de cunho acadêmico ou técnico, perderam relevância no mercado.
O principal destaque tem sido o gênero fictício adulto e infantojuvenil. Com o crescimento das Graphic Novels, o mercado registrou um aumento de 52% no faturamento, graças a séries como Jujutsu Kaisen e O Cara que Estou a Fim Não é um Cara?. Além disso, a Literatura de Horror apresentou um crescimento de quase 70%, impulsionada principalmente por obras de Uketsu, Stephen King e Rafael Montes.
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